sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal e Ano Novo

Ao longo do ano imbuídos pela correria do dia-a-dia muitas coisas passam destraídas de nossa percepção. Porém o fim do ano se aproxima, o Natal chega e logo começa as expectativas para o novo ano. Muitos acertos, erros, estress, mais o importante é que com garra e otimismo vencemos as berreiras impostas pela vida e nos preparamos para as novas que virão. E com esse espírito de renovação, gratidão e acima de tudo de credibilidade no trabalho realizado por todos nós durante o ano que finda, desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo mais próspero, onde nossos anseios possam ser sanados e nossos objetivos alcançados.
Que o ano de 2011 que se aporoxima possa nos encher de entusiamo para continuarmos nossa missão que é garantir o conhecimento libertador e a capacidade de sonhar nossa e de nossos alunos. Para finalizar não poderia deixar de citar o saudoso Rubem Alves: ""Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

Um forte abraço!


Prof. Mauro Marciel....

sábado, 18 de dezembro de 2010

SOMOS MARCIANOS

18/12/2010

A busca por vida extraterrestre: "Seríamos todos nós marcianos?"

El País
  • O lago Mono, na Califórnia, onde a Nasa encontrou uma bactéria diferente de tudo o que já foi visto
O lago Mono, na Califórnia, onde a Nasa encontrou uma bactéria diferente de tudo o que já foi visto
Cientistas da NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, a agência espacial dos Estados Unidos) anunciaram recentemente que descobriram um organismo que utiliza arsênico, em vez de fósforo, no seu metabolismo. O geólogo Dirk Schulze-Makuch deu uma entrevista a “Der Spiegel” a respeito dessa descoberta e da probabilidade de que a vida possa existir em outros planetas.

Spiegel: Cientistas da Nasa descobriram estranhas bactérias no Lago Mono, na Califórnia. Os micróbios incorporam arsênico, que geralmente é venenoso para os seres vivos, às suas células. Essas bactérias são oriundas de um outro planeta?

Dirk Schulze-Makuch: Não, essa hipótese pode ser descartada. As bactérias que utilizam arsênico não surgiram independentemente de outros organismos na Terra. Assim como todos os micróbios, elas se multiplicam melhor quando existe uma quantidade suficiente de fósforo por perto. Elas só usam arsênico quando não há fósforo suficiente – mendicantes não podem se dar ao luxo de escolher. As bactérias com arsênico são um exemplo maravilhoso da adaptabilidade dos micro-organismos.

Spiegel: O que essa descoberta significa para a busca por formas de vida inteligente?

Schulze-Makuch: A bactéria que contém arsênico nos ajuda a ampliar os nossos horizontes. Se é possível encontrar organismos tão exóticos aqui na Terra, que criaturas estranhas não poderiam existir em outros planetas? Nós temos que nos livrar dessa ideia de que formas de vida alienígena serão parecidas com aquilo que conhecemos na Terra.

Spiegel: Você pode imaginar que tipo de diferença existiria entre a vida terrestre e as formas de vida extraterrestre?

Schulze-Makuch: A nossa fixação com a noção de que o oxigênio é essencial à vida já é uma ideia limitada. Esse elemento agressivo provoca danos às nossas células na forma de radicais livres. Talvez organismos que habitem outras regiões do espaço tenham encontrado uma alternativa mais suave. Quando nós enviarmos sondas espaciais a outros mundos, devemos esperar o inesperado. A vida é capaz de surgir em qualquer lugar: em mares venenosos ou em nuvens quentes.

Spiegel: E onde as bactérias resistentes ao arsênico viveriam?

Schulze-Makuch: Micróbios comedores de arsênico provavelmente se sentiriam em casa no nosso planeta vizinho, Marte. As condições ambientais marcianas são bastante apropriadas para eles. Dados obtidos por sondas robotizadas que pousaram em Marte podem ser de fato interpretados como evidência de vida bacteriana. No entanto, seria possível que qualquer forma de vida eventualmente encontrada em Marte não fosse realmente alienígena, mas sim um tipo de parente nosso.

Spiegel: Como assim?

Schulze-Makuch: Há quase quatro bilhões de anos, Marte era um planeta bem apropriado à sustentação da vida, dotado de enormes rios e lagos. Naquela época, os primeiros organismos primitivos apareceram na Terra. Essas formas de vida unicelular provavelmente chegaram ao nosso vizinho, o planeta Marte, viajando em meteoritos e se estabeleceram por lá. É possível que descendentes daquelas bactérias primitivas possam ter sobrevivido em rachaduras e frestas do terreno marciano até hoje. E a possibilidade oposta é igualmente fascinante: a vida poderia ter começado em Marte e, a seguir, chegado à Terra em um meteorito. Isso faria surgir a questão: seríamos todos nós marcianos?

Spiegel: Que planeta no nosso sistema solar tem maior probabilidade de sustentar uma forma de vida que contraste significativamente com a vida na Terra?

Schulze-Makuch: O distante Titã, uma lua de Saturno, parece ser completamente diferente para nós. A temperatura na sua superfície é de 160ºC negativos, e a sua atmosfera não contém oxigênio. Em vez de água, os seus lagos são formados de gás natural em estado líquido. Metano cai do céu em forma de chuva, e a paisagem faz lembrar o cenário que se seguiria a um vazamento de petróleo na Antártida. Se descobríssemos vida lá, ela certamente seria completamente diferente da vida como a conhecemos na Terra.

Spiegel: E quais são as probabilidades de que haja vida em Titã?

Schulze-Makuch: Surpreendentemente elevadas! Na ilha de Trinidadee, no Caribe, existe uma reserva natural de asfalto chamada Pitch Lake, que é alimentada por substâncias oleaginosas oriundas da crosta terrestre. É uma atração turística. As condições são parecidas com aquelas de um lago de Titã. A minha equipe e eu recentemente coletamos amostras no local em busca de indícios de vida.

Spiegel: E que resultados vocês obtiveram?

Schulze-Makuch: Para a nossa surpresa, nós encontramos massas de bactérias que transformaram longas cadeias de carbono em metano no lago de asfalto. Ninguém sabe ainda como essas criaturas foram capazes de sobreviver na ausência praticamente total de água. E se considerarmos que tantos micro-organismos sobrevivem no lago de asfalto, isso também deve ser possível em Titã.

Spiegel: Mas isso está longe de se constituir em uma prova.

Schulze-Makuch: É claro que não é prova alguma. Nós teremos um quadro mais claro quanto a isso pela primeira vez quando uma missão feita com uma sonda robotizada explorar Titã. A descoberta das bactérias dotadas de arsênico e das bactérias do asfalto demonstram, no entanto, que quando a vida for descoberta em um outro planeta, ela encontrará uma maneira bioquímica de sobreviver. O único problema é que, infelizmente, nós não sabemos como exatamente a vida teve início na Terra – e muito menos como ela poderia se desenvolver em um outro planeta.

Entrevista conduzida por Olaf Stampf

Fonte: Uol Notícias

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O homem que derrotou a aids

Conheça o hematologista alemão Gero Huetter, responsável pela primeira cura de um paciente com HIV

Nana Queiroz
O médico alemão Gero Huetter, durante entrevista à imprensa no Hospital Charite de Berlim, em 2008, ainda na fase inicial da pesquisa que levou à cura da aids (Michael Kapeller/AFP).

"Ele está curado da aids. Não encontramos nenhum sinal de HIV nele. Normalmente, pacientes infectados por muito tempo possuem HIV integrado ao seu genoma. Nem isso encontramos nele."
Gero Huetter, médico alemão responsável por curar um paciente com aids pela primeira vez na história
Em 1995, o executivo americano Timothy Ray Brown contraiu aids. Foi também nesse ano que Gero Huetter, então graduando da Universidade de Berlim, decidiu entrar para o ramo da pesquisa médica. As duas histórias se cruzariam em maio de 2006, quando Brown, que também sofria de um tipo agressivo de leucemia,  abriu a porta do consultório com a placa: “Dr. Gero Huetter, hematologista”.
Brown estava magro, emaciado e com alguns órgãos já severamente comprometidos. Mas Huetter se lembra de notar no paciente, já nesse primeiro encontro, uma energia e um otimismo acima do comum. Optou, então, por submeter Brown a uma terapia que envolvia quimioterapia e transplante de medula. Mas um transplante especial: o doador da medula deveria possuir uma mutação rara, que eliminava de suas células a proteína CCR5, que permite a entrada do HIV nas células de defesa do organismo. Havia uma possibilidade teórica de que o tratamento destinado à leucemia pudesse ter algum impacto sobre a aids. "Eu não esperava muito da experiência", diz Huetter. "Ela nunca havia sido feita antes, nem mesmo em animais."
Neste mês, após dois transplantes de medula e três anos sem qualquer sinal de HIV no organismo de Brown, o médico anunciou o que parecia estar fora do horizonte médico: a cura de um paciente de aids. Embora esse sucesso em particular não signifique a cura da aids em geral, ela mostra que o HIV pode ser derrotado. Em entrevista ao site de VEJA, Huetter, 42 anos, conta detalhes da pesquisa, comenta o estado do paciente e as expectativas de cura para outras vítimas de HIV.
Como você se sente sendo o primeira médico a curar a aids no mundo? É um sentimento agradável. Foi um trabalho duro colocar todas as peças juntas, mas no final foi um sucesso.
O que permite dizer que o paciente está curado da aids? Não encontramos nenhum sinal de HIV nele. Normalmente, pacientes infectados por muito tempo possuem HIV integrado ao seu genoma. Nem isso encontramos nele. Todas as suas células infectadas foram substituídas pelas células do doador.
Como você conheceu Brown? Ele era um paciente meu desde maio de 2006. Estava muito enfraquecido e com uma leucemia muito severa. Naquele momento, sem tratamento, esperava-se que ele vivesse apenas alguns meses. Com um tratamento convencional, sem transplante, tinha uma chance de 10 a 15% de remissão por um período curto, até a leucemia voltar. A única esperança real de vida para ele era um transplante de medula. Ele era jovem, tinha uns 40 anos na época, então tinha o melhor prognóstico para esse procedimento. Decidimos, então, que o melhor para ele, seria escolher um doador com a mutação do CCR5. A CCR5 é a proteína que permite a entrada do HIV nas células de defesa do nosso organismo. Sem ela, o vírus fica impossibilitado de nos infectar. Cerca de 1% da população mundial possui uma mutação que elimina o CCR5 das células.
Será possível replicar o tratamento em outras pessoas com HIV? Depois de publicar um artigo científico com nossos primeiros resultados, em 2008, recebemos consultas de pacientes de todo o mundo, que sofrem de leucemia e HIV. Para oito deles, fizemos uma busca de doadores compatíveis. Alguns tinham apenas dois doadores, então a probabilidade de encontrar a mutação era muito baixa. Outros morreram antes de o transplante ser feito. E o paciente mais promissor, uma criança, com mais de 100 possíveis doadores, não pode ser curada por esse método porque nenhum deles tinha essa mutação. Algumas vezes as estatísticas falham com você. Agora estamos esperando outros contatos, de outras instituições e hospitais. Qualquer um que se encaixe nessas condições - ser soropositivo e vítima de leucemia - pode falar comigo e eu providenciarei a busca de doadores.
Essa pesquisa pode evoluir para uma cura geral? Sim. Mesmo antes que eu fizesse esse transplante, alguns pesquisadores estudavam a possibilidade de uma terapia genética ou uma medicação para o HIV que bloqueasse essa proteína, imitando a mutação. Agora existe investimento e interesse suficiente nessa linha de pesquisa, e pode ser que ela traga resultado.
Você esperava curar a aids ou foi um feliz acidente? Uma mistura dos dois, na verdade. Eu nunca tinha tentado nenhuma pesquisa com HIV antes disso. Sou um hematologista e trato pacientes com câncer, mas surgiu para mim esse paciente que tinha leucemia e HIV. Foi o momento em que comecei a pensar nessa abordagem. Sabia que havia uma pequena chance de curar a aids, mas não esperava muito da experiência, já que nunca havia sido tentada antes, nem mesmo em animais. Não tínhamos nada a que nos apegar.
Como foi o tratamento? Durante as primeiras sessões de quimioterapia, tivemos muitos problemas, incluindo falha de alguns órgãos. A leucemia é muito agressiva e diversos pacientes morrem nas primeiras três ou quatro semanas de tratamento. Não bastasse isso, Brown era soropositivo, com todos os riscos e problemas que isso acarreta.
Ele sofreu com algum efeito colateral? Sim. No segundo transplante, tivemos uma série de complicações. Ele ainda sofre com elas, especialmente as consequências cerebrais. Ele tem dificuldades de lembrar coisas que acabaram de acontecer. Não acontecimentos de cinco anos ou cinco meses atrás, mas de cinco minutos. Como “onde eu estava indo?” ou “onde deixei minhas chaves?”.
Ele voltará a ter uma vida normal? Sim, uma vida bem normal. Não tem mais restrições. Ele mudou-se para São Francisco, não sabe se em definitivo. Ainda não está trabalhando, mas esperamos que vá se livrar de boa parte dos efeitos colaterais nos próximos anos e voltar à sua rotina. Provavelmente, não fazendo exatamente as mesmas coisas que fazia antes, mas ele encontrará um jeito de trabalhar.

Extraído de Veja online

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Leiam com atenção o texto abaixo.

O que falta no texto?

Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.

Descobriu?

domingo, 5 de dezembro de 2010

A língua portuguesa!

Um homem rico estava muito mal, agonizando..
Pediu papel e caneta. Escreveu assim:
Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.
Morreu antes de fazer a pontuação.
A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:
"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras.
Nós é que fazemos sua pontuação. E isso faz toda a diferença ..."

2ª Maratona de Matemática - Final

Chegamos ao final da 2ª Maratona de Matemática e com certeza essa foi a mais disputada. No final o Vencedor foi o Aluno Matheus Walisson, aluno do 8º ano B, vencendo a maratona pela 2ª vez.

Parabéns Matheus!!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

História e Memória

"(...) a memória não é a história, mas um dos seus objetos e simultaneamente um nível elementar de elaboração histórica"(Jacques Le Goff).
As turmas do 9º Ano Único e o 8º "B" assistiram ao filme Narradores de Javé (2003):


Sinopse

A pequena cidade de Javé será submersa pelas águas de uma represa. Seus moradores não serão indenizados e não foram sequer notificados porque não possuem registros nem documentos das terras. Inconformados, descobrem que o local poderia ser preservado se tivesse um patrimônio histórico de valor comprovado em "documento científico". Decidem então escrever a história da cidade - mas poucos sabem ler e só um morador, o carteiro, sabe escrever. Depois disso, o que se vê é uma tremenda confusão, pois todos procuram Antônio Biá, o "autor" da obra de cunho histórico, para acrescentar algumas linhas e ter o seu nome citado. (Fonte: Wikipéia)


Objetivos :

1 - Evidenciar a importância da utilização de fontes como a memória e a história oral na construção do conhecimento histórico.
2 - Verificar como a memória e a história oral podem contribuir na construção da identidade de um povo.
Categoria: Drama
Local: Chapada Diamantina - Gameleira da Lapa, Margem do São Francisco-BA
Duração: 85 min.

O filme nos possibilitou um questionamento acerca do conceito de memória, identidade e preservação do patrimônio cultural (histórico, arquitetônico, imaterial etc), sempre dialogando com a História. Durante o momento da projeção, foi possível os alunos observarem que cada habitante de Javé tem a sua visão particular da história, modelada por suas origens sociais, étnicas, e pelas próprias fantasias, individuais, inerentes ao ser humano.
Cena do filme "Narradores de Javé"

Contudo, Narradores de Javé discute questões ligadas à memoria histórica e suas "verdades", flutuando entre as tradições oral e escrita. Trata-se, aqui, de um deslizamento em direção as interpretações especialmente de um mundo simbólico formando núcleos de resistências, onde a comunidade (ou cidade) ganha vida com seu próprio movimento.

Alunos do 9º e 8º Ano "B"


Componente curricular: História
Público alvo: alunos do 9º e 8º Ano "B"
Tempo de duração: 3 aulas (com questionamentos)


 Prof. Lima Júnior...

DICAS DE PORTUGUÊS - EMPREGO DE ALGUMAS PALAVRAS:

PORQUE / PORQUÊ / POR QUE / POR QUÊ

1. PORQUE é usado introduzindo:

explicação.

Não reclames, porque é pior.

causa.

Faltou à aula porque estava doente.


2. PORQUÊ é usado como substantivo; é sinônimo de motivo, razão.

Não sei o porquê disso.


3. POR QUE é usado equivalendo a:

pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais.

São muitos os lugares por que passamos. (pelos quais)

motivo, razão e causa nas frases interrogativas diretas e indiretas.

Por que você fez isso? (interrogativa direta)

Não sei por que você fez isso. (interrogativa indireta)



4. POR QUÊ é usado ao final da frase interrogativa. O que torna-se tônico, justificando, pois a presença do acento gráfico.


Você fez isto por quê?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

VIII Mostra de Projetos Científicos e Culturais

A garotada tava "afiada"
Muitas escolas visitando nosso stand.
E as visitam continuam.
Professor Alciomar e Elisabeth (Supervisora)
Prefeita Fafá sempre atenta as explicações dos alunos.
Alunas da UERN faziam pesquisa sobre os projetos.
Alunas da UERN ouvindo as explicações da equipe do CICLO DA ÁGUA.
Raiane explicando A Luana Gois (Entre no clima TCM) sobre HIDROPONIA.
Equipe do GOTEJAMENTO COM PET mandou muito bem.
PARABÉNS MEUS AMIGOS, VOCÊS SÃO NOTA 1000!!!

VIII Mostra de Projetos Científicos e Culturais - A Preparação

Todo sacrifício é válido...
ô negocio demorado, fome e sede...
Depois de muita espera o negócio começou a andar, e daí...

SUCESSO!!!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

QUANDO CHEGA A HORA DE MUDAR?!

Mauro Alexandrino Marciel da Costa*

Ao enveredarmos pelos caminhos da educação nos deparamos como muitos elementos que de uma forma ou de outra nos deixam sem muitas perspectivas de melhorias, visto que no âmbito educacional os problemas são constantes e a apatia do dia-a-dia vai deixando que tudo isso se transforme em algo banal para a sociedade e conseqüentemente para os envolvidos no processo ensino-aprendizagem.

Falar de problemas na educação não é nada atual, ao longo dos anos aprendemos a partir dos exemplos que essa área possui muitos, e, por esse motivo, grande parte dos novos profissionais não querem seguir nessa direção, pois é uma trajetória desgastante, estressante e mal remunerada. Visualizamos perfeitamente que a sociedade mudou, evoluiu, se informatizou, mudou paradigmas, trazendo para os entes sociais novas perspectivas de trabalho, novas relações sociais e um futuro mais competitivo e promissor.

Na educação as mudanças não ocorreram de forma tão rápida. Ainda estamos num processo de adaptação as essas mudanças que de uma forma ou de outra tem chegado ao ambiente educativo e nos posto em prática, em virtude de nossos alunos possuírem anseios, metas, sonhos, bem diferentes de alguns anos atrás. Isso tem deixado o setor educacional refém da modernidade. Esta tem apontado para um caminho e a educação para outro, sendo que esse impasse tem deixado mais resultados negativos do que positivos.

É notório que a educação precisa mudar; tentar se adequar de forma sistemática e rápida a efervescência da sociedade atual, mais esse processo não pode ocorrer de qualquer forma, pois nele estão envolvidos inúmeros elementos entre os quais podemos destacar a presença da família, a necessidade de melhores resultados, os índices de distorção série/idade, entre outros que interferem de forma direta e indireta nos resultados obtidos.

Nesse sentido faz-se necessário que os profissionais da educação desenvolvam posturas mais inovadoras, dinâmicas, que tentem criar uma relação de coesão entre teoria e prática, podendo direcionar essas ações para que possamos de fato conseguir os resultados almejados. A inquietação que o título do texto nos faz é algo que devemos pensar, pois se estamos em um ambiente de mutabilidade, qual o sentido de permanecermos estáticos, esperando que os problemas sejam resolvidos, que a apatia nos faça esquecê-los. Necessitamos de fato de atitudes (ações) coerentes que possam efetivamente transformar o contexto, a sociedade, e, isso só é possível através de uma educação universalizada e acima de tudo de qualidade.

* Mauro Alexandrino Marciel da Costa é Licenciado em Geografia e Especialista em Educação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, professor efetivo da Prefeitura Municipal de Mossoró, do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ.

SOBRE A INDEPENDÊNCIA...



Charges para Reflexão:


Que tardamos? A época é esta: Portugal nos insulta; a América nos convida; a Europa nos contempla; o príncipe nos defende. Cidadãos! soltai o grito festivo... Viva o Imperador Constitucional do Brasil, o Senhor D. Pedro I.
(Proclamação. Correio Extraordinário do Rio de Janeiro. 21 de setembro de 1822.)
Caio Prado Júnior, falecido em novembro de 1990, foi um dos mais importantes historiadores brasileiros deste século. No livro FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO, de 1942, escreveu:
"O início do século XIX não se assinala para nós unicamente por esses acontecimentos relevantes que são a transferência da sede da monarquia portuguesa para o Brasil e os atos preparatórios da emancipação política do Brasil. Ele marca uma etapa decisiva em nossa evolução e inicia em todos os terrenos, social, político e econômico, uma fase nova."
Após a Independência, integramo-nos como exportadores de produtos primários à divisão internacional do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção, com braço escravo importado da África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros instrumentos de produção que os mais toscos e baratos.
O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um padrão de vida "civilizado", marca que distinguia as classes cultas e "naturalmente" dominantes do povaréu primitivo e miserável. (...) E de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a construção de uma infra-estrutura de serviços urbanos, de energia, transportes e comunicações.
PARA REFLETIR:
"A massa popular a tudo ficou indiferente, parecendo perguntar como o burro da fábula: não terei a vida toda de carregar a albarda?"
Saint Hilaire era um botânico francês que, entre 1816 e 1822, viajou pelo Brasil, estudando a flora do país. Estava por aqui quando da ruptura política dos laços coloniais entre Brasil e Portugal, ocasião em que escreveu as palavras anteriores.
(Albarda, segundo o dicionário Aurélio, significa sela grosseira, enchumaçada de palha, para bestas de carga. E também opressão, vexame, humilhação.)


Concluímos este tópico com uma transcrição da Matéria do, Economista, Rodrigo Constantino, publicada no JORNAL O GLOBO de 07/09/2010, na coluna de OPINIÕES, com o título de "REFLEXÕES PATRIÓTICAS".

"No dia de hoje, nada melhor do que fazer algumas reflexões acerca dos rumos do nosso país. O amor à Pátria é um sentimento de união de indivíduos que compartilham uma história, uma cultura e valores comuns.
Ele difere bastante do nacionalismo vulgar, uma forma de coletivismo xenófobo que transforma os indivíduos em simples meios sacrificáveis.
Foi o patriotismo que alimentou a Revolução Americana; foi o nacionalismo exacerbado que levou ao nazismo.
Não podemos falar de patriotismo sem citar nosso Patriarca da Independência.
Sob a influência iluminista, José Bonifácio de Andrada e Silva abraçou os principais pilares da filosofia liberal, compreendendo que a riqueza das nações é produzida pela concorrência e liberdade de empreender, e não pela tutela estatal.
O comércio, livre da opressão de minuciosos regulamentos, seria o responsável pela prosperidade da nação.
Ele foi uma das vozes mais importantes contra os abusos de poder da Coroa portuguesa e a escravidão. O Brasil era cada vez mais explorado como colônia. A independência era crucial. Andrada compreendia o que estava em jogo: “Sem liberdade individual não pode haver civilização nem sólida riqueza; não pode haver moralidade e justiça; e sem essas filhas do céu, não há nem pode haver brio, força e poder entre as nações.” O Brasil deveria ser um país de cidadãos livres, não de escravos. Infelizmente, deixamos de ser súditos de Portugal, mas nos tornamos súditos de Brasília. O governo central foi concentrando cada vez mais poder à custa da liberdade individual, e o dirigismo estatal poucas vezes esteve tão forte.
Neste contexto, o presidente da Fiesp chegou a afirmar que gostaria de “fechar o país”. Isto remete ao que há de mais retrógrado no pensamento econômico. O mercantilismo beneficia poucos empresários próximos ao governo, enquanto prejudica todos os consumidores e pagadores de impostos. Fala-se em “interesse nacional” para ocultar a simples busca por privilégios e monopólios.
Na nefasta aliança entre governo e grandes empresários, o povo acaba pagando a conta. Basta lembrar a absurda Lei da Informática para ter ideia do pesado custo imposto aos brasileiros por estas teorias ultrapassadas.
O patriotismo pode ser uma arma poderosa contra a tirania. Unidos por um ideal comum de liberdade, os cidadãos representam uma constante barreira às ameaças despóticas. Se mal calibrado, porém, ele pode dar vida ao nacionalismo coletivista, que serve justamente aos interesses dos oportunistas de plantão sedentos por poder. O “orgulho nacional” deve se sustentar em conquistas legítimas, não em fantasias tolas. O verdadeiro patriota não foge da realidade.
Sob a luz da razão, devemos perguntar: qual o motivo para sentir orgulho de nossa trajetória enquanto nação?
Somos recordistas mundiais em homicídios. Nossas estradas federais são assassinas. O transporte público é caótico. A saúde e a educação públicas são vergonhosas. A impunidade e a morosidade são as marcas registradas de nossa Justiça.
A corrupção se alastra feito um câncer.
A cultura do “jeitinho” tomou conta do país e a ética foi parar no lixo. Nossas instituições republicanas estão ameaçadas. Nossa democracia é vítima do descaso e do escancarado uso da máquina estatal para a compra de votos. O Estado, capturado por um partido, pratica crimes contra o cidadão, como a quebra de sigilo fiscal da Receita. E ainda somos obrigados a trabalhar cinco meses do ano somente para pagar impostos! Regado a crédito facilitado e com o auxílio dos ventos externos favoráveis, o consumo crescente atua como um poderoso anestésico contra esta dura realidade. O velho “pão & circo” também faz sua parte. Será que devemos celebrar um time de futebol temido mundo afora, enquanto a miséria domina o país? Será que devemos ter orgulho do “nosso” petróleo, quando pagamos um dos combustíveis mais caros do mundo e vemos a Petrobras ser estuprada pelos donos do poder? A transformação do patriotismo em nacionalismo está em seu auge quando o povo adere ao infantilismo e passa a encarar seu governante como uma figura paterna. Não se trata do respeito por um estadista, mas de uma forma de idolatria ao “pai do povo”, que não pretende governar, mas sim “cuidar” de sua prole ao lado da “mãe do povo”. É a demagogia em máximo grau. Quando se chega a este estágio decadente, a Pátria já não tem muito de que se orgulhar. É chegada a hora de uma nova independência.
Desta vez de Brasília.
O governo foi concentrando poder à custa da liberdade individual"
posted by PROFESSORA MARIA JULIA @ 9/06/2010 11:37:00 AM   (historiajulia.blogspot.com)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Em busca do ethos!

Sakineh Mohammadi Ashtiani

Apesar do processo de industrialização e do avanço da ciência, crenças e práticas culturais tem influenciado as exigências de ordem prática, ética ou moral da vida humana. 
A partir desse pressuposto, é necessário observar que “a cultura promove a sua própria ordenação ao estabelecer normas e regras de conduta que devem ser observadas por cada um de seus membros” (Wikipédia).
Aqui, cabe lembrar o caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, que foi condenada à morte (apedrejamento) por ter cometido adultério (crime grave no Irã).  Será que não podemos ter a liberdade de escolher, de possuir um modo de ser, de agir e pensar diferente daquilo que é imposto pelos padrões culturais? Qual o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade? É aquele que oprime ou liberta?
Assim, é preciso estabelecer um processo de encontros, de inter-relações entre os indivíduos, onde a ética e a moral nos motive ou nos proporcione uma abertura para uma melhor convivência. Que não sejamos “fundamentalistas” a ponto de se curvar a obediência das normas, dos tabus, dos costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos que entravam o nosso modo de pensar e agir em sociedade.
Portanto, os crimes de tortura, assassinato, apedrejamento, enfim, as punições severas sejam classificadas como “bestiais”, ou seja, brutais, estúpidas, feias, repugnantes. Não cabe a nós, legitimar e estimular a barbárie ou os maus-tratos aplicados a grupos humanos, nem tão pouco criarmos  a “ética da dominação humana”.
O caso de Sakineh reforça a submissão, a sujeição, a obediência e a dominação da mulher iraniana ao homem.  Contudo, o desrespeito aos direitos humanos no Irã tem sido criticado tanto pelos próprios iranianos, quanto por ativistas internacionais de direitos humanos, escritores, artistas, intelectuais e ONGs.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), adotada em 10 de dezembro de 1948, estabelece em seu Artigo 1º que:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

Embora tenham partido pela necessidade de legitimação e manutenção do mando, os homens, no Irã, movidos pela cultura (religião), ampliaram e aceleraram a dominação, selecionando os indivíduos e orientando sua conduta. Assim, não é possível ver a liberdade de pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.
            Apropriadas por visões preconceituosas que ajudam a perpetuar conservadorismos e discriminações infundadas, é o que tem feito os países árabes em relação às mulheres. Porém, cabe a nós insuflar a vida na palavra, e não excluir às mulheres o direito da liberdade plena sem amarras ou preconceitos.


Por Lima Júnior...

Livro História do RN para iniciantes.

Para entender o presente e planejar o futuro, é essencial conhecer o passado.
A leitura de textos sobre nossas origens é imprescindível para que possamos interagir melhor na sociedade em que vivemos. É conhecendo a origem de um povo que podemos extrair do presente um convívio mais harmonioso e respeitoso.
E não são poucas coisas que marcaram nossa História, por exemplo, poucos ouviram falar sobre os Potiguares e Tarairiús, a Guerra dos Bárbaros, o Sindicato do Garrancho, a Revolta do Quebra-Quilos, a Campanha de Pé No Chão Também Se Aprende a Ler, que a primeira tentativa de Revolução Comunista no continente Americano que ocorreu em Natal através da Intentona em 1935, as Meninas das Covinhas de Rodolfo Fernandes que morreram na seca de 1877, o Messianismo de João Ramalho, o Cangaceiro Romântico Jesuíno Brilhante, que há uma tese sobre ser o Rio Grande do Norte o local da Conquista inicial de Portugal e não a Bahia na colonização do Brasil, que a primeira mulher a ter o direito a votar foi Celina Guimarães Viana e ainda que Alzira Soriano foi a primeira prefeita da América Latina, dentre outras questões, fatos, peculiaridades, curiosidades do nosso povo e da nossa História.
O livro História do RN para Iniciantes, do professor Tales Augusto, é uma obra que se propõe a apresentar nossa História de uma forma lúdica, às vezes engraçada, mas nem por isso descompromissada com a crítica que a História de todo e qualquer povo merece! Relações com o presente, charges, ‘causos’, dentre outras ações figuram para que esta tarefa seja prazerosa.

OBS: 5% da venda do livro será destinada ao GACC (Grupo de Apoio a Criança com Câncer)!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Emancipação Política de Mossoró

Sessão solene lembra Emancipação Política de Mossoró
 
Hoje, oficialmente, se comemora em Mossoró os 140 anos de emancipação política da cidade. As repartições públicas municipais não terão expediente. Para lembrar a emancipação de Mossoró, será realizada uma sessão solene comemorativa ao aniversário do município, às 9h, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado. 

Segundo a Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal, na ocasião, o órgão irá homenagear pessoas e organizações parceiras do desenvolvimento social e econômico de Mossoró, com entrega de medalhas, diplomas e títulos de reconhecimento, de honra ao mérito e de cidadania a representantes de diversos segmentos sociais.


No entanto, apesar da comemoração ser instituída através de uma lei, há controvérsias em relação à data. O historiador Geraldo Maia comenta que, na realidade, há um grande problema com relação à comemoração desse dia, porque, segundo ele, a emancipação política de Mossoró aconteceu em 15 de março de 1852, uma data que nunca foi comemorada. Ele explica que, há 158 anos, em 15 de março, o povoado de Santa Luzia de Mossoró passou à categoria de Vila, através do Decreto Provincial de nº 246, sancionado pelo D. José Joaquim da Cunha, presidente da Província do Rio Grande do Norte. A medida estabeleceu a criação da Câmara, desvinculando-se politicamente do município do Assu, a quem pertencera até então, formando um novo município, sendo elevada a respectiva povoação à categoria de Vila de Mossoró.


Geraldo Maia diz que o episódio nunca foi comemorado em consequência do fato de os festejos em torno do dia 30 de setembro terem sido sempre mais fortes e acabarem englobando as demais comemorações. Então, vários anos depois, em 2004, criaram uma lei para que a data fosse lembrada, mas escolheram para isso o dia 9 de novembro. No entanto, esta não seria a data correta.


O historiador explica que a confusão é decorrente do fato de que naquela época, para que uma região chegasse à condição de cidade, eram necessárias duas etapas. Em um primeiro momento ela teria que passar à condição de vila e, em Mossoró, como já foi mencionado, isso aconteceu no dia 15 de março de 1852, quando ela passou também a ser considerada um município, pois separou-se de Assu e passou a ter os seus próprios governantes. Segundo o historiador, a emancipação é definida, justamente a partir do momento que a localidade adquire sua independência política.


Ele menciona que, 18 anos depois, em 9 de novembro de 1870, Mossoró deixou de ser considerada uma vila e passou a ser considerada cidade. Segundo Geraldo Maia, no ano de 2004, essa data foi escolhida para a comemoração, através de uma lei criada pelo então presidente da Câmara Municipal, Júnior Escóssia. Ele acredita que o autor da lei errou o dia da comemoração, mas comenta que a data é comemorada pelo município por causa da força da lei.


No entanto, só haverá mudança quando houver uma revisão da lei. O historiador informa que já existe um projeto buscando a revisão e, consequentemente, a comemoração em 15 de março.
O autor da lei, o ex-vereador Júnior Escóssia, defende as comemorações da emancipação política no dia 9 de novembro. "A nossa é", diz ele. Ele afirma que o projeto, de sua autoria, foi promulgado pela então prefeita de Mossoró e hoje governadora eleita, Rosalba Ciarlini, com o intuito de não deixar a data passar em branco.


De acordo com o ex-vereador, na época, não foi decretado feriado municipal porque já havia muitos feriados na cidade e os comerciantes também pediram para que o dia não fosse feriado.
Com relação à polêmica em torno da comemoração, ele afirma: "Hoje até a data do descobrimento do Brasil é polêmica", diz o vereador.



Fonte: Jornal Gazeta do Oeste, 09 de novembro de 2010 (www.gazetadoeste.combr)