sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A sustentabilidade é possível...


No mundo contemporâneo, tudo muda a cada momento.  Diante de um modelo de desenvolvimento, completamente, atrasado torna-se difícil a sobrevivência dos homens que constituíram hábitos, costumes, tradições e que resistem a formas diferentes de vida.

Portanto, é necessário uma educação (ambiental) para um mundo em transformação. Se o homem não for educado (mediante o conceito de mudança) para corrigir seu comportamento terá dificuldade em responder aos desafios contemporâneos.

Diante do exposto, nos cabe um questionamento. Essa modernidade, aparada nos pilares do processo e da tecnologia, criou condições para que o ser humano aprofundasse a consciência de si mesmo e do outro?

Assim sendo, tal incerteza, exposta acima, nos remete ao pensamento da historiadora Janice Thedoro (Karnal. Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 6 ed. São Paulo: Contexto, 2010) quando diz que:
"Diante de tantos desafios o nosso papel enquanto educadores, é auxiliar os jovens a compreender melhor esse  mundo repleto de tantas variáveis." ( p.51)

Janice, ainda, acrescenta que "para que possamos vencer os desafios da vida contemporânea temos que problematizar a realidade que nos cerca." Como bem pensou Paulo Freire, "a aprendizagem vem quando o aluno problematiza. Portanto, é por meio do conhecimento que podemos transformar a realidade.

Com o mundo em contínua transformação é imprescindível supor a educação ambiental como algo útil e aplicável ao cotidiano dos educandos. Pensando assim, tenho a certeza que a sustentabilidade é possível.

A partir de análises sobre a realidade brasileira, ou seja, a partir da constatação da necessidade de discutir questões presentes no cotidiano dos brasileiros, como, por exemplo, a degradação ambiental, o descarte dos resíduos sólidos de maneira indevida, a poluição dos rios, as queimadas, etc., visíveis em diversas regiões do país, e na necessidade de preservação dos recursos naturais e da contenção da degradação do meio ambiente, como forma de assegurar a própria sobrevivência são temas que devem ser referências constantes na prática escolar dos alunos de ensino fundamental (I e II) e ensino médio.

Desse modo, o que se busca é um conhecimento aplicável à realidade que não se trata de apontar fórmulas e soluções, mas de identificar procedimentos e visualizar, possibilidades, caminhos que nos direcionem a uma vida sustentável.

Por conseguinte, na sociedade de consumo, a qual estamos inserido, somos "reconhecidos, avaliados e julgados" por aquilo que consumimos ou possuímos. Portanto, é absolutamente preciso fazer com que o aluno visualize a importância do saber dentro de sua realidade. Isto é, educar para transformar.

Fonte: Blog Amantes de Clio, texto postado em 02/02/2012.
José Lima Dias Júnior, professor da E. M. Genildo Miranda, zona rural de Mossoró.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal
Gostaria de desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo aos colegas de trabalho, equipe de apoio, direção e supervisão, e, em especial aos queridos alunos da E.M.Genildo Miranda.

Prof. Lima Júnior

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Aluno(a),
Todos os dias deste ano,
Você esteve presente.

Fazendo-me sorrir quando eu mais queria chorar.
Todas suas palavras confortaram
Meu coração quando eu mais precisei.

E é com todo carinho que desejo
Tudo de bom na sua vida,
Um Natal repleto de alegrias.

E que todos seus sonhos se tornem realidade neste
E em todos os Natais que ainda virão.

Um forte abraço. E Feliz Natal!!!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PROBLEMA - MARATONA

Um pequeno caminhão pode carregar 50 sacos de areia ou 400 tijolos. Se foram colocados no caminhão 32 sacos de areia, quantos tijolos pode ainda ele carregar?

Fonte: http://www.somatematica.com.br/desafios

Prova de Fogo - Uma História de Vida

Akeelah tem apenas 11 anos, mas um incrível talento com as palavras. Admirado com esse dom, o diretor de sua escola a inscreve num concurso regional de soletração e faz com que ela seja treinada por um professor com PhD em literatura, Dr. Larabee (Laurence Fishburne). Enfrentando a objeção de sua mãe, o ciúme de sua melhor amiga, as diferenças sociais e as dificuldades no relacionamento com o professor, Akeelah vai passando por todas as etapas do concurso, até ser classificada para a grande prova de fogo de sua vida - a final nacional em Washington.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dia do Funcionalismo Público


Ser servidor público, como o próprio nome sugere, é estar a serviço do povo. Um trabalho que exige compromisso e intensa dedicação.
Hoje, dia do Funcionalismo Público, queremos parabenizar aos servidores que contribuem, com eficiência e zelo, na realização das atividades no GENILDO MIRANDA.
Neste dia especial, agradecemos o empenho de todos aqueles que, através de seu trabalho, dão o máximo de si para tornar o dia a dia em nossa escola cada vez melhor.


28 de novembro Dia do Funcionalismo Público

PARABÉNS!!!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

Feliz Dia dos Professores

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
                                                                             Paulo Freire

"Um bom mestre tem sempre esta preocupação: ensinar o aluno a desenvencilhar-se sozinho".
                                                                             André Gide

Que esse dia seja repleto de realizações para todos aqueles que abraçaram uma causa tão sublime como a de educar e professar o conhecimento.

Um grande abraços a todos os professores da Escola Municipal Genildo Miranda.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Desfile de 7 de setembro de 2011

Patricia e Luis Vitorino (Prof. Educ. Física)

Mais uma vez participamos do desfile de 7 de setembro e como das participações anteriores fizemos bonito. A aluna Patricia Valentim representou muito bem a nossa escola e foi uma das porta-bandeiras da ala MEIO AMBIENTE. 
Os Porta-Bandeiras

As escolas da Rede Municipal de Educação abriram o desfile esse ano e este teve inicio por volta das 08:00h. Também participaram do desfile professores, supervisores, Técnicos da GEED e diretores das escolas.
Diretrores das Escolas Municipais

Parabéns a todos e a todas que estiveram envolvidos neste desfile cívico e que contribuíram para tornar um evento tão belo.

Valeu!

domingo, 4 de setembro de 2011

CAIS DOS ESCRAVOS

 Ricardo Westin

Por mais de três séculos, dos primórdios da colônia ao ocaso do império, a economia do Brasil foi sustentada pelos escravos. Os negros vindos da África trabalharam nas lavouras de cana-de-açúcar e café e nas minas de ouro de diamante. O tráfico negreiro, por si só, era um dos setores mais dinâmicos da economia. Os historiadores estima que 4 milhões de africanos foram trazidos à força para o Brasil. Deste total, 1 milhão entrou no país pelo Valongo, um cais construído no Rio Janeiro em 1758 especialmente para receber navios negreiros. Os escravos eram expostos e vendidos em logjas espalhadas pela vizinhança.O Valongo deixou ser por to negreiro em 1831, quando foi proibida a importação de escravos.

Ruínas do Valongo
O Valongo logo foi apagado. Sobre ele, o império construiu o Cais da Imperatriz, para o desembarque da mulher de Pedro II, Teresa Cristina, vinda do Reino das Duas Sicílias. Mais tarde, a república aterrou aquela zona e a cobriu com ruas e praças. O maior porto de chegada de escravos do mundo desapareceu como se nunca houvesse existido. Quase dois séculos depois, o Brasil se vê obrigado a encarar  novamente um dos cenários mais vergonhosos de sua história. Com o objetivo de embelezar o Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016, a prefeitura pôs em execução uma ampla reforma da decadente zona portuária. Antes de ser realizada qualquer obra urbana em áreas antigas, a lei exige que arqueólogos inspecionam o terreno, para impedir que relíquias enterradas sejam perdidas. Na varredura do subsolo, a quase 2 metros de profundidade, uma equipe de pesquisadores do Museu Nacional encontrou o piso do Cais do Valongo. É a descoberta arqueológica mais importante da década do Brasil. As ruínas foram localizadas debaixo de uma praça malcuidada entre o Morro da Providência, o Elevado da Perimentral e a Praça Mauá.

O Cais do Valongo ficava longe da vista dos cariocas, na periferia da cidade. Ao redor funcionavam umas cinquenta "casas de carne", como então se dizia sem constrangimento. No andar de cima desses sobrados viviam os comerciantes coms suas famílias. No andar de baixo, em salões, os escravos ficavam expostos aos interessados. A maioria dos cativos à venda eram crianças e adolescentes. Não convinha a importação de adultos porque eles se mostravam menos resistentes aos maus-tratos -- eram poucos os que sobreviviam além dos 35 anos. "Essa imagem que temos de escravos mais velhos é coisa de Hollywood", explica o historiador Carlos Eurgênio Líbano Soares. No início do século XIX, um escravo custava em média 100 000 réis. Como comparação, uma casa pequena custava 1 conto de réis (o equivalente a dez escravos). Ao governo cabiam 5% de cada transação.

Mercado do Valongo - Rio de Janeiro, gravura de Debret (1820)
Os poucos desenhos e pinturas do Valongo mostram que os escravos normalmente não ficavam acorrentados. Não era necessário. Primeiro, porque a travessia do Atlântico, nos porões dos navios negreiros, era extenuante e eles desembarcavam desnutridos e doentes. Uma vez no Valongo, não tinham forças para tentar fugir. Depois, porque desconheciam a nova terra. Caso conseguissem escapar, não saberiam para onde correr nem onde se esconder. E, por fim, porque sabiam que se fugissem e acabassem capturados seriam impiedosamente dastigados. Curiosamente, a impressão incial que se tinha ao chegar ao Valongo era a de um lugar alegre. Os negros que ficavam expostos do lado de fora das lojas fazima batuques, batiam palmas, cantavam e dançavam os ritmos da África. Para os observadores desavisados, eles estavam felizes porque haviam saído do inferno que eram os navios negreiros. A impressão de alegria era ilusória. Na realidade, eles eram forçados pelos comerciantes, sob a ameaça de varas e chicotes, a exibir vitalidade. Dessa forma, valeriam mais.

Ruínas do Mercado do Valongo - Rio de Janeiro

Antes da abertura do Valongo, os navios negreiros desembarcavam sua carga na atual Praça Quize, no centro do Rio, justamente onde funcionavam as principais repartições públicas da colônia. Com o tempo, os burocratas começaram a ficar perturbados com as cenas degradantes do mercado de escravos. O cais do centro continuou funcionando depois da criação do Valongo, mas em mercadorias humanas. Portos do Nordeste também recebiam africanos, mas nenhum teve tanto movimento quanto o Valongo em seus 73 anos de funcionamento oficial. Após a proibição da importação de escravos, o cais seguiu recebendo cativos clandestinamente por alguns anos. Em 1843, as autoridades aproveitaram a chegada da mulher de dom Pedro II par erguer o Cais da Imperatriz em cima do Valongo. "Foi uma forma de apagar da cidade aquela chaga vergonhosa", afirma Tania Andrade Lima, a arqueóloga que conduz as escavações.

Fonte: Revista Veja, edição 2230, ano 44, nº 33, 17 de agosto de 2011, p. 126 e 128.