terça-feira, 9 de novembro de 2010

Emancipação Política de Mossoró

Sessão solene lembra Emancipação Política de Mossoró
 
Hoje, oficialmente, se comemora em Mossoró os 140 anos de emancipação política da cidade. As repartições públicas municipais não terão expediente. Para lembrar a emancipação de Mossoró, será realizada uma sessão solene comemorativa ao aniversário do município, às 9h, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado. 

Segundo a Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal, na ocasião, o órgão irá homenagear pessoas e organizações parceiras do desenvolvimento social e econômico de Mossoró, com entrega de medalhas, diplomas e títulos de reconhecimento, de honra ao mérito e de cidadania a representantes de diversos segmentos sociais.


No entanto, apesar da comemoração ser instituída através de uma lei, há controvérsias em relação à data. O historiador Geraldo Maia comenta que, na realidade, há um grande problema com relação à comemoração desse dia, porque, segundo ele, a emancipação política de Mossoró aconteceu em 15 de março de 1852, uma data que nunca foi comemorada. Ele explica que, há 158 anos, em 15 de março, o povoado de Santa Luzia de Mossoró passou à categoria de Vila, através do Decreto Provincial de nº 246, sancionado pelo D. José Joaquim da Cunha, presidente da Província do Rio Grande do Norte. A medida estabeleceu a criação da Câmara, desvinculando-se politicamente do município do Assu, a quem pertencera até então, formando um novo município, sendo elevada a respectiva povoação à categoria de Vila de Mossoró.


Geraldo Maia diz que o episódio nunca foi comemorado em consequência do fato de os festejos em torno do dia 30 de setembro terem sido sempre mais fortes e acabarem englobando as demais comemorações. Então, vários anos depois, em 2004, criaram uma lei para que a data fosse lembrada, mas escolheram para isso o dia 9 de novembro. No entanto, esta não seria a data correta.


O historiador explica que a confusão é decorrente do fato de que naquela época, para que uma região chegasse à condição de cidade, eram necessárias duas etapas. Em um primeiro momento ela teria que passar à condição de vila e, em Mossoró, como já foi mencionado, isso aconteceu no dia 15 de março de 1852, quando ela passou também a ser considerada um município, pois separou-se de Assu e passou a ter os seus próprios governantes. Segundo o historiador, a emancipação é definida, justamente a partir do momento que a localidade adquire sua independência política.


Ele menciona que, 18 anos depois, em 9 de novembro de 1870, Mossoró deixou de ser considerada uma vila e passou a ser considerada cidade. Segundo Geraldo Maia, no ano de 2004, essa data foi escolhida para a comemoração, através de uma lei criada pelo então presidente da Câmara Municipal, Júnior Escóssia. Ele acredita que o autor da lei errou o dia da comemoração, mas comenta que a data é comemorada pelo município por causa da força da lei.


No entanto, só haverá mudança quando houver uma revisão da lei. O historiador informa que já existe um projeto buscando a revisão e, consequentemente, a comemoração em 15 de março.
O autor da lei, o ex-vereador Júnior Escóssia, defende as comemorações da emancipação política no dia 9 de novembro. "A nossa é", diz ele. Ele afirma que o projeto, de sua autoria, foi promulgado pela então prefeita de Mossoró e hoje governadora eleita, Rosalba Ciarlini, com o intuito de não deixar a data passar em branco.


De acordo com o ex-vereador, na época, não foi decretado feriado municipal porque já havia muitos feriados na cidade e os comerciantes também pediram para que o dia não fosse feriado.
Com relação à polêmica em torno da comemoração, ele afirma: "Hoje até a data do descobrimento do Brasil é polêmica", diz o vereador.



Fonte: Jornal Gazeta do Oeste, 09 de novembro de 2010 (www.gazetadoeste.combr)

sábado, 6 de novembro de 2010

Por que jogar xadrez???


Devemos entender jogo como uma atividade que obedece ao impulso mais profundo e básico da essência animal, sendo considerado como um comportamento primário na espécie humana (SCHWARTZ, 2004). Esta atividade tem inicio na vida com os mais elementares movimentos (FREUD, 1923), evoluindo até dominar a enorme complexidade do corpo humano.
Segundo Piaget, os primeiros jogos com os quais a criança tem contato são os chamados jogos de exercício. A transição dos jogos de exercícios para os simbólicos marca o inicio de percepção de representações exteriores e a reprodução de um esquema sensório-motor. Pode-se dizer que o jogo simbólico exercita a imaginação.
Leia mais clicando aqui.

Conheça o Xadrez - Peças e tabuleiro

Elementos do Xadrez
  O tabuleiro de xadrez está dividido em 64 quadrinhos em cores alternadas, que são chamados de "casas".
Tabuleiro de xadrez

Um conjunto de oito casas no sentido horizontal chama-se "Horizontal" 
    
8 casas em sentido vertical, chama-se coluna.

E as casas verticais inclinadas em forma de escada, da mesma cor chamam-se "Diagonal".

Arrumando o Tabuleiro do Jogo
      Ao colocar um tabuleiro diante de si, a casa angular branca ou a mais clara deve estar sempre à sua direita. Siga como exemplo o primeiro tabuleiro apresentado nesta seção.
Os Símbolos
 
BRANCAS
PRETAS
Rei, abreviatura: "R"
Rei - xadrez
Dama, abreviatura: "D"
Dama - xadrez
Torre, abreviatura: "T"
Torre - xadrez
Bispo, abreviatura: "B"
Bispo - xadrez
Cavalo, abreviatura: "C"
Cavalo - Xadrez
Peão, abreviatura: "P"
peão - xadrez


      A figura acima mostra como estas peças ficam organizadas no tabuleiro, sendo esta a única possível, posição inicial do xadrez. 

O Rei
   Como próprio nome diz é o líder de todas as peças, pode ser considerado o jogador no tabuleiro, embora seja a peça de valor infinito no jogo seus movimentos são limitados às casas contíguas a sua posição no momento antes do lance.  As casas que estiverem ocupadas por peças da mesma cor não poderão ser ocupadas por ele. Quando ele está sob xeque, deve-se imediatamente retirá-lo desta situação, existem 3 maneiras para isto:
  1. Retirar o rei da casa sob o raio de ação da peça atacante;
  2. Colocar uma peça da mesma cor do rei atacado na frente do raio de ação da peça atacante (isto é impossível quando a peça atacante é um cavalo!);
  3. Eliminando a peça atacante;
     Não existe uma forma melhor para o jogo todo, dependendo do caso, um modo poderá ser melhor que a outro.
    O rei é a única peça que não pode atacar por si só, ele nunca poderá ir para uma casa sob o raio de ação do rei adversário, portanto, o rei pode tomar qualquer peça adversária, menos o rei inimigo.
    Se o rei se movimentar antes do roque, não será possível mais fazer o roque. 

A Dama

movimentos da dama de xadrez
   A dama tem a movimentação mais poderosa de todas as peças do jogo, ela se desloca em qualquer direção, seus movimentos podem imitar quase todas as peças do jogo. A única peça que não pode ser imitada pela dama é o cavalo, a dama também não pode "pular" peças como o cavalo.
    A dama captura peças adversárias na direção a qual se locomove, aliás, quase todas as peças fazem isso , a única exceção é o Peão.
    No passado era conhecida como rainha mas para não complicar a nomenclatura R de rei seu nome foi mudado para dama. 

O Bispo

     O bispo pode movimentar-se a partir de um número qualquer que diz respeito às casas, ou seja, sempre em sentido oblíquo. Ele corre ao longo das diagonais. O bispo, marcha então sempre nas casas da mesma cor, seja através das diagonais brancas ou pretas.
    O bispo do rei branco sempre anda somente em diagonais brancas, o bispo da dama branca sempre anda somente em diagonais pretas, já o bispo do rei preto sempre anda em diagonais pretas e o bispo da dama preta sempre anda em diagonais brancas. 

O Cavalo

   O cavalo é a única peça que pode pular qualquer outra peça, aliada ou adversária. O seu movimento é diferente de todas as outras peças do jogo de xadrez, ela se movimenta em "L", isto é, obrigatoriamente duas casas em horizontal e uma em vertical, ou uma em horizontal e duas em vertical sempre alternando casas brancas para pretas e vice-versa. Captura como se movimenta.
    Observe que se ele estiver no canto do tabuleiro, exemplo: casa a1, só poderá se movimentar para duas casas: c2 ou b3 portanto não é saudável colocá-lo nas "bordas" do tabuleiro pois seus movimentos ficam muito limitados transformando-se em uma presa fácil.
    Para um principiante não parece, mas o cavalo consegue andar em todas as casas do tabuleiro. 

A Torre

    Seus movimentos são bem simples, desloca-se na horizontal e na vertical, pode ocupar qualquer casa do tabuleiro nestas direções, pelas fileiras e colunas.
    É considerada uma peça de relativo poder, mas no início do jogo está no canto do tabuleiro.
    Se qualquer torre se movimentar antes do roque não será possível fazer o roque com a torre que se movimentou, se as duas se movimentarem, não será possível mais fazer o roque. 

O Peão

    Seu nome já diz tudo: peão. É o operário do xadrez, as vezes inofensivo, as vezes decisivo e mortal, principalmente quando ele é coroado. O peão tem vários movimentos, quando está na sua posição inicial (linha 2) pode dar um ou dois passos, depois disso só poderá dar um passo de cada vez. Só se move para frente e só pode tomar peças adversárias nas diagonais na direção onde ele se move. É a única peça que não captura na direção em que se move.
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     Outro movimento do peão está ligado ao direito de andar duas casas inicialmente, se houver um peão adversário colocado na 4ª casa de uma coluna paralela, este poderá tomá-lo ao passar (en passant ou al passo), veja acima, é como se o peão que andou duas casas, tivesse andado uma casa só, mas isso só poderá ocorrer no lance seguinte ao duplo-passo depois perde a validade.
    Quando o peão chega a 8ª casa, automaticamente é promovido ou coroado em uma peça ao critério do jogador, só não poderá ser o rei. Geralmente se transforma na dama só porque é a peça mais forte. Tudo bem se o jogador ficar com duas ou mais damas no tabuleiro e isso também se aplica as outras peças: três ou mais cavalos, bispos e torres.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A dominação: entre a política e a cultura

Muitas vezes, a cultura contribui para mascarar, na vida social, a existência de indivíduos socialmente diferenciados.
Raciocinando a partir desse conceito (cultura), as relações de poder constituídas pelas ações humanas têm gerado “cargas históricas desiguais”, mesmo sob a ação da instância política que tem assegurado as condições de reprodução do modo de produção dominante.
O elemento político (e cultural) passou a ser um referencial analítico no estudo da histórica local. A perspectiva histórica evidência que na evolução política do país, o poder local (liderado pelas famílias poderosas de cada estado, isto é, as chamadas oligarquias), através das elites locais, ainda mantém, nos dias atuais, preservadas a estrutura do poder burguês para assegurar seus interesses.
Se a revolução burguesa (século XVIII), “proclamou” a igualdade entre os homens, como podemos falar em  liberdade se as diferenças e os conflitos entre as classes não foram extintas? Desde a revolução burguesa, a burguesia enquanto nova classe dominante eliminou o sistema monárquico e instalou o sistema republicano que passou, então, a ter o controle político da sociedade, através dos partidos políticos, do legislativo etc. Portanto, “(...) para entender os atos jurídicos, as leis, as formas de governo e os regimes políticos, deve-se procurar a explicação nas relações materiais de vida, isto é, nas relações diretamente ligadas aos interesses, vantagens e necessidades materiais dos indivíduos e dos grupos sociais” (Edgard M. G. Materialismo Dialético).
Assim, os interesses materiais “estão na base da vida da sociedade, por que dividem as pessoas em classes”. É preciso fazer alguns questionamentos: As classes subalternas têm consciência do lugar que ocupam na sociedade de classes? Como se articulam os interesses materiais? Podemos afirmar que os interesses materiais de uma sociedade constituem os interesses de cada indivíduo que a compõe?
            Segundo Edgard, “o interesse material é o interesse de classe, e ele é básico para a compreensão das leis, dos regimes políticos e da cultura de uma sociedade, por que está igualmente presente nas  leis, nos regimes políticos e na cultura”. Porém, não podemos esquecer que os interesses materiais “estão presentes também nas outras esferas da vida social: no político, no direito, na religião, nas artes etc”, observa Edgard. Por isso, é necessário lembrar que a explicação da vida social, política e cultural estar relacionada com as relações econômicas da sociedade.
É relevante observar que, a cada grupo político-familiar na gestão pública (seja nos municípios e estados), os aparatos ideológicos de sua sustentação no poder são reforçados.  Assim sendo, a sociedade se enxerga pelos valores da classe dominante.
            Na sociedade capitalista, a reprodução do “poder ser realiza sobre a expropriação do outro”.  Por isso, os interesses individuais ou particulares são ilusoriamente tidos com coletivos. Contudo, a formulação de um sistema ideológico-dominante encontra sua expressão mais difundida com os governos conservadores, que institucionalizaram uma estratégia política que permita a reprodução da dominação.
            Um ponto que deve ser observado dentro do contexto da dominação política, é como os indivíduos pensam e apreendem a realidade em que viveu? Esse estado de coisas, aqui existente, é fruto dos desígnios divinos ou conseqüências das ações humanas?
            Pela lente da História é possível visualizar que as desigualdades que tem possibilitado um abismo social em que separa os indivíduos de acordo com o poder aquisitivo é resultado das práticas políticas conservadoras, onde o nepotismo, o assistencialismo, o favorecimento, os interesses escusos, os desvios de verbas etc., são instrumentos que garantem politicamente a dominação.
            Diante do exposto, é fundamental examinar que a construção e reprodução deste sistema de dominação se dar mediante as dimensões da política e da cultura. Assim, tanto a política como a cultura servem de instrumentos para a construção do poder.

Por Prof. Lima Júnior...

História e origem do azeite

O uso do azeite é milenar, entretanto não se sabe com exatidão a sua origem. Ao lado da Videira, a Oliveira foi uma das primeiras arvores a ser cultivada há mais de 5.000 anos no Mediterrâneo Oriental e Ásia Menor.

A palavra azeite provém do vocábulo árabe "Az-zait" que significa sumo de azeitona. Os fenícios, sírios e armênios foram os primeiros povos a consumi-lo, cabendo aos gregos e romanos levá-lo para a Europa e o Ocidente, permanecendo por séculos restrito aos povos do Mediterrâneo.

No século XVI os espanhóis introduziram o azeite no Peru, Chile e México e no século XVIII nos EUA.
Através do site da Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira - OLIVA saiba mais sobre esse óleo tão importante para a saúde de todos nós. Saiba mais também na Wikipédia.
"O código de Hamurabi já regulamentava o comércio do azeite a cerca de quatro mil anos atrás; e já se comercializava o óleo há três mil anos no Egito.

A oliveira representava símbolo de paz e sabedoria. Por isso, Sólon (639- 559 a.C.), um dos sete sábios da Grécia antiga, introduziu a primeira lei de proteção à oliveira, que proibia o corte da árvore e a exportação de qualquer produto agrícola que não fosse o azeite, além criar de regras para o plantio.

No império romano o produto era extraído de azeitonas ainda verdes, o de maior qualidade.A olivicultura se concentrou na região Mediterrânea, com clima mais propício. Oliveiras se espalharam pela Itália, com grande auxílio da família Médici, que cedeu terras para o governo, na Toscana, com intuito de transformá-las em olivais ou vinhedos.

A cultura árabe teve influência fundamental no cultivo da oliveira.
O azeite passou por diversos estudos, adaptações, novas técnicas de poda, prensagem, mecanização da colheita e outros, melhorando assim sua qualidade e alcançando o status que possui hoje".

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Mulher e o Mal

Desde a Antiguidade atribui-se às mulheres adjetivos depreciativos (pérfidas, perversas, maldosas, desleal, falsa, traiçoeira, infiel, maliciosas, ambiciosas, diabólicas etc) tudo em nome da dominação e da hegemonia masculina. Assim, é que se construiram preconceitos e discriminação em torno da imagem feminina.

Assim, "(...) no mundo Judaico-Cristão principalmente, as mulheres representam a tentação, o lado sombrio e negativo do ser humano, eram como verdadeiras pedras de tropeço no caminho" (A Mulher e o Mal: A Anima Negativa, o mito de Lilith e a Santa Inquisição - José Eliézer Mikosz). Por isso, ao longo dos séculos, alguns preconceitos históricos do homem diante da mulher se constituiram como parte do discurso dominante.

Na mitologa grega, Zeus cria a mulher (Pandora) para ser um mal para os homens. Desse modo, nas cosmogonias feminas, Pandora e Eva são criadas por determinações divina. Portanto, ambas são responsáveis pela perda do "paraíso terrestre" (sobre a mitologia grega ver as obras de Junito de Souza Brandão).

A associação entre a mulher e o diabo é antiga no Ocidente. "Tem raízes nos discursos médico, jurídico e literário do mundo greco-romano, nos textos religiosos e míticos de matriz judaico-cristã, e marcou a história das relações de gênero desde a Antiguidade até o século XX", observa Georgina Silva dos Santos/UFF (Revista de História da Biblioteca Nacional, Ano 5, Nº 56, Maio/2010).

A crença da inclinação da mulher para o mal é antiga, assim com é parceira em atividades com o demônio (Pé-Preto; Sete Voltas; Rabudo; Cramulhão; Tisnado; Cão; Satanás; Satã; Arrenegado etc). No livro do Gênesis, o encontro entre Eva (vista como introdutora do pecado, isto é, do mal, é responsável pela condenação dos homens) e a serpente (o demônio) ilustra esta relação, onde o gênero feminino pactua com o diabo.

Ao longo do tempo, sacerdotes, padres, monges, frades e teólogos medievais, converteram a mulher em um ser pernicioso, maudoso, nocivo, ruinoso, exemplo de traição, maldade e do perigo. Santo Agostinho, afirmara que "a mulher é a janela do diabo". A partir do discurso ideológico-religioso é que foi construída a imagem da mulher submissa.

Havia um imaginário frenético de que a mulher era a expressão do mal, que de "parceira consciente do diabo", é possuidora de um "arsenal de malefícios". Acusadas de bruxaria e feitiçaria, as mulheres, sempre, foram associadas ao pecado, pela imagem macabra de sacrificar crianças em honra ao diabo, além de "demonizar e desciminar práticas mágicas". 

Foi na Idade Média, que a mulher foi convertida em bruxa (exemplo disto foi  Joana d'Arc /1412-1431, que foi queimada viva pela Igreja) por teólogos e eruditos. Era rotulada de agente do demônio.

No mundo de hoje, o diabo e seus seguidores ocupam lugar no cenário principal do imaginário coletivo. Assim, parece-me que tudo que está ligado ao universo feminino, torna-se averso, o que faz com que a mulher seja expurgada, alheia, abjeta do mundo masculino. 

Com isso, o discurso masculino que exclui e discrimina põe a mulher como um ser indigno, desprezível, ignóbil, vil, isto é, que causa vergonha, infâmia, injúria, desonra, mancha infamante e incompetente. Deste modo, o que se percebe é que há uma misoginia, ou seja, ódio, desprezo ao gênero feminino.


Por José Lima Dias Júnior...




terça-feira, 2 de novembro de 2010

A (re) Democratização da Democracia

Mauro Alexandrino Marciel da Costa*

Ao se falar em democracia nos remonta algo referente ao aspecto da organização social e da participação da sociedade nas decisões tomadas e nos direcionamentos que são dados a determinados elementos da organização social a qual o indivíduo faz parte. É de nosso conhecimento que na história de nosso país nem sempre essa palavra era conhecida; muito menos utilizada e aplicada em toda a sua plenitude, pois vivia-se em um processo onde os entes sociais estavam subjugados ao poder e a intolerância de um grupo que de forma autoritária e repressiva inibia a participação da população nos acontecimentos da vida político e social do país.

Esse longo período de nosso tempo histórico, conhecido pela denominação de Ditadura Militar trouxe grandes acontecimentos e marcas para nosso legado histórico. Nesse aspecto podemos citar a criação de atos e instruções normativas para a governança e a minimização dos movimentos opositores a tal pensamento. Nessa época os meios de comunicação não tinham a prerrogativa de questionar o governo, as pessoas eram consideradas subversivas por coisas banais como: ouvir músicas, escrever textos. O poder que faz da Democracia o governo do povo e para o povo não existia na prática, e, isso, contribuía para um momento de estagnação social, política, econômica e cultural da nação brasileira, sem falar no atraso de conhecimento que era instigado pela falta de discussão e aprofundamento do que se estudava, sendo essas situações motivo para pessoas serem torturadas, massacradas, presas, asiladas e até morrerem.

Após esse longo período de disputas entre a sociedade e o governo dos militares, com a força dos movimentos sociais organizados e de pessoas que estavam dispostas a instituir o regime democrático no país, passamos a de fato viver em democracia, mesmo que essa em seu início passasse por momentos de dificuldade. Assim garantimos de fato a participação efetiva e ampla do povo no poder. Estávamos livres para decidir os rumos de nossa história, sem medo, sem receio de ter de esconder nossas ideologias, anseios e visões de futuro. Isso foi o inicio do que chamo de (re) democratização da sociedade brasileira.

Ao longo dos anos de nossa história passamos por diversas situações e por problemas que deixaram o Brasil um pouco frágil. Essa evolução nos garantiu a capacidade de driblar as adversidades e visualizar novos horizontes a partir da efetivação do povo na participação no poder com a possibilidade de escolher os seus governantes pelo voto direto e livre. Muitos anos se passaram e fomos nós os protagonistas de nossa própria história e de nossos próprios sonhos. Essas experiências nos gabaritaram em parte para escolher melhor nossos representantes.

O dia 31 de outubro de 2010 não é mais um dia qualquer, deixou de ser igual aos outros, pois marca o momento histórico que simboliza na prática a concretização dos anseios, sonhos e vontades tão almejadas pelos movimentos dos rebelados na época do governo militar. Esse dia é marcado pelo acontecimento mais simbólico desde as diretas já e o impeachment que é o momento e que cento e noventa milhões de brasileiros foram às urnas e escolheram pelo voto livre e soberano a primeira mulher (presidente) da república. Para alguns esse fato pode não significar muito, mais para a nossa história ele representa de fato a (re) democratização da democracia, pois isso reflete de forma positiva e estratégica na história e na geopolítica brasileira e mundial.

Enfim, após anos e anos de repressão e males deixados pelos militares em nosso país podemos hoje vislumbrar na prática a verdadeira importância que nosso voto possui. Afinal o poder emana do povo e para o povo retorna, e não há nada mais justo que esse poder seja referendado por todos nós cidadãos e cidadãs brasileiros. Esse é um dia que marca a construção de um país mais justo, mais unido e mais democrático. Isso reforça a democracia e a participação da população nos rumos de seu país. Como diz o saudoso Rubem Alves: “" A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente”. Sustentados nessa premissa que a citação nos aponta e na capacidade de estamos preparados para exercer a democracia em sua plenitude é que nos sustentamos e fortalecemos para a busca por um país mais justo, desenvolvido e humano para todos, independentes de cor, raça, credo, posição social e acima de tudo de bandeiras políticas ou partidárias.

* Mauro Alexandrino Marciel da Costa é Licenciado em Geografia e Especialista em Educação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, professor efetivo da Prefeitura Municipal de Mossoró, do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ.

sábado, 30 de outubro de 2010

Extra regência - Mostra cultural 2010


Hoje pela manhã nos reunimos na E.M. Monsenhor Mota para planejarmos a Mostra Cultural 2010.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

2ª Maratona de Matemática

De 27/10 a 04/12 os aluno do 6º ao 9º ano participam da 2ª Maratona de matemática da nossa escola. Todos os participantes receberão certificados. Os três melhores de cada turno receberão troféus e o vencedor geral da maratona receberá um computador. A Maratona de matemática é um projeto do professor Hugo Arnaud com a participação do professor Alciomar Lopes.

Prazer e lazer: Duas facetas do processo de ensinar e aprender

Mangue
Quando pensei o Projeto Trilha e Conhecimento, vislumbrei uma metodologia que pudesse combinar prazer, lazer e construção de um conhecimento mais significativo, pois uma coisa é ouvir falar, visualizar fotos, textos, outra é participar, vivenciar, conhecer in loco a realidade, os ecossistemas. Por ser a geografia uma ciência que busca a compreensão do espaço, suas transformações e de sua essência a partir do locus das relações entre homem e meio, tenho a convicção de que esse projeto tem contribuído para que nossos alunos possam ter acesso a diferentes espaços, a conhecimentos mais amplos, enfim, a uma gama de elementos que contribuirão para uma formação pessoal e profissional no futuro.
Passarela sobre o mangue
Me sinto muito feliz por contribuir com a possibilidade de proporcionar momentos como esse a nossa escola e principalmente a nossos alunos, público que é o propósito de nossa ação pedagógica. Não poderia deixar também de agradecer a equipe da escola em toda a sua plenitude, pois apesar dos percalços sempre tem contribuído para que essas ações possam dar certo. Ao ver os relatos dos alunos, mostrando suas percepções, posso dizer que sim, é possível sim, desenvolver uma educação ampla, libertadora, passível de análise e consonante com os preceitos mais modernos de ser humano. Citando Paulo Freire, peço licença para poder dizer: " Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". Garantir a educação de forma a instigar a curiosidade é a maneira pela qual nós professores podemos alavancar os resultados, as relações afetivas e acima de tudo a efervescência do conhecimento.