sábado, 29 de agosto de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
DIA DO ESTUDANTE: o lúdico na escola
No dia 11 de agosto, é
comemorado, no Brasil, o Dia do Estudante. Essa comemoração acontece desde o
ano de 1927 e teve como ponto de partida algo que ocorreu cem anos antes, isto
é, em 1827, na época do recém-instituído Império Brasileiro. Em 11 de agosto de
1827, o então imperador Dom Pedro I autorizou a criação das duas primeiras
faculdades do Brasil, a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a
Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo.
“O brincar é uma das formas privilegiadas de as crianças se expressarem, se
relacionarem, descobrirem, explorarem, conhecerem e darem significado ao
mundo, bem como de construírem sua própria subjetividade, constituindo-se
como sujeitos humanos em determinada cultura. É, portanto, uma das
linguagens da criança e, como as demais, aprendida social e culturalmente.”
(FARIA E SALLES, 2007, p. 70)
Jogos de tabuleiro |
"O lúdico
está relacionado com a vida e desta forma está relacionado com o desenvolvimento
do ser humano, principalmente no período da infância. No caso do desenvolvimento
infantil (o psicológico, o físico, o social e o cognitivo) seu alicerce está no lúdico.
Para Marcellino (1989) é por meio do lúdico que a criança consegue se expressar. Sempre
houve a utilização de jogos e brincadeiras na escola, principalmente na
educação infantil,
para que a criança se desenvolva e aprenda. E, com base nisto, o autor traz que
é por meio da
atividade lúdica que ocorre a integração entre o desenvolvimento da criança e o desenvolvimento
educacional", observa Michele Maria de Jesus.
Em nossa cidade e, por
conseguinte em nossa unidade escolar, não poderia ser deixado de lado esta data
tão importante para os alunos e até mesmo para os próprios professores. Por
isto, a Escola Municipal Genildo Miranda, no Sítio Lajedo, Mossoró, proporcionou
aos alunos um dia diferente de aprendizado e lazer, com atividades envolvendo o
corpo docente e demais funcionários. Brincadeiras, atividades esportivas e
culturais foram desenvolvidas durante o turno matutino, nas dependências da
escola.
Alunos praticando voleibol. |
Em um primeiro momento, no
pátio externo, o professor Luís Vitorino coordenou um mini torneio de vôlei, com
equipes formadas por alunos de turmas diferentes, proporcionando uma melhor
interação entre os mesmos. Na sala de aula do 9º ano, o professor Hugo Arnaud
promoveu uma disputa de jogos de vídeo game, onde alunos com necessidades
especiais puderam compartilhar experiências novas. Na sala do 6º ano A, jogos
de tabuleiro como Xadrez e Dama fizeram os alunos utilizar o raciocínio lógico
e colocar em prática teorias vistas em sala de aula para ganhar as partidas. Na
sala do 6º ano B, os alunos tiveram a oportunidade de desfrutar de uma
autentica sala de cinema, onde foram exibidos filmes de sucesso, Nacionais e
Internacionais, destacando a cultura Brasileira e Nordestina, ao explorar a
obra de Aryano Suassuna, com o clássico “O Auto da Compadecida”, e temas
atuais, como a escassez de recursos naturais como a água, no filme “Mad Max”. Houve um intervalo para o lanche, e após, os
alunos retornaram as atividades recreativas, que se encerraram às 11h20min.
Cinema na escola |
O resultado do evento foi
positivo, tendo em vista a repercussão entre os alunos, e a avaliação
satisfatória feita pelos mesmos e pelos professores envolvidos no projeto.
Por Antônio Pinheiro Neto (Prof. Língua Inglesa)
ANEXOS:
Referências:
FARIA, Vitória & SALLES, Fátima. Currículo na Educação Infantil. Diálogo com os
demais elementos da Proposta Pedagógica. (Percursos). São Paulo: Editora Scipione, 2007,
p. 70 – 76.
JESUS, Michele Maria de. O Lúdico no processo de ensino-aprendizagem na Educação Infantil, São Paulo: Universidade Presbiteriana
Mackenzie, 2011.
www.brasilescola.com.br Acessado em: 11 de agos. de
2015.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
O fenômeno bullying começa em casa?
“Precisamos
contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do
risco, por que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que se atua,
em que se cria, em
que se ama, se advinha, a escola que apaixonadamente diz sim à vida.
Paulo Freire
INTRODUÇÃO:
O bullying, apesar de não ser um
fenômeno recente, atualmente vem apresentando insultos pessoais, comentários
pejorativos, ataques físicos, ameaças e toda e qualquer prática de humilhação,
bem como pela possibilidade de rápida difusão hoje viabilizada pela internet.
JUSTIFICATIVA:
Foi pensando em coibir atitudes
preconceituosas e discriminatórias que o referido tema foi proposto para a
comunidade escolar. Bullying é um
termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica,
intencionais e repetidos.
O bullying é um comportamento consciente, intencional,
deliberado, hostil e repetido, de uma ou
mais pessoas, cuja intenção é ferir outros.
A legislação existente no Brasil,
embora trate o tema de maneira abrangente, aborda a questão e propõe
fundamentos de convivência em sociedade e na escola. O ponto de partida para
esta análise é a Constituição da República, que em seu art. 227 dispõe que:
É
dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao
adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de
colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.
O artigo 5º do Estatuto da Criança
e do Adolescente desdobra o enfoque ressaltando que:
Nenhuma
criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da
lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Prossegue o Estatuto da Criança e
do Adolescente, apontando em seu Capítulo II, que versa sobre o Direito à
Liberdade, ao Respeito e à Dignidade:
Art.
15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à
dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos
de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Instituição e nas leis.
(...)
Art.
17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física,
psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da
imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços
e objetos pessoais.
Art.
18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os
a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou
constrangedor.
Partindo destes pressupostos, a
escola objetivou sensibilizar, conscientiza e informar os educandos no combate
ao preconceito e à discriminação. Portanto, o nosso propósito é a
conscientização, prevenção e combate às práticas de bullying em ambiente
escolar, por meio de realização de estudos, palestras e outras atividades ou
apresentações de caráter didático e de interação social.
A discussão do fenômeno bullying
deve estar embasada na construção de uma cultura de paz que parte do
entendimento das necessidades da criança e adolescentes relacionadas à
segurança física e emocional.
O QUE É BULLYING:

“Defino
bullying ou vitimização da seguinte forma geral: Um estudante está sofrendo
bullying ou sendo vitimizado quando é exposto, repetidamente e durante um
tempo, a ações negativas de um ou mais estudantes”.
Podemos dizer que bullying se
configura a partir de comportamentos agressivos que ocorrem entre pares em uma
situação desigual de poder, dos quais a vítima tem dificuldade para
defender-se. Diferenciam-se de outros tipos de violência pela frequência,
intensidade e intencionalidade.
Todo
bullying é uma violência, mas nem toda violência é bullying.
É preciso considerar no mínimo três
fatores para caracterizar bullying:
FREQUÊNCIA: Para ser bullying a violência
deve acontecer repetitivamente.
INTENSIDADE: Para ser bullying a violência
deve causar sofrimento físico,
psicológico ou moral.
INTENCIONALIDADE: Para ser bullying a violência
deve ser intencional.
Todo comportamento agressivo que
preencha os critérios de frequência, intensidade, intencionalidade entre pares
pode ser considerado bullying. As formas com que essa violência acontece se
modificam com o passar dos anos da infância à vida adulta e está presente em
todos os meios culturais e sociais. De acordo com a cartilha do CNJ (2010),
Bullying pode ser:
• Verbal (insultar, ofender, falar mal, colocar apelidos pejorativos,
“zoar”).
• Física e material (bater, empurrar, beliscar, roubar, furtar ou
destruir pertences da vítima).
• Psicológica e moral (humilhar, excluir, discriminar, chantagear,
intimidar, difamar)
• Sexual (abusar, violentar, assediar, insinuar).
• Virtual ou Ciberbullying (bullying realizado por meio de
ferramentas tecnológicas: celulares, filmadoras, internet etc.)
As causas do bullying podem residir nos modelos educativos, a que são expostas
as crianças, na ausência de valores, de limites, de regras de convivência; em
receber punição ou castigo através de violência ou intimidação e a aprender a
resolver os problemas e as dificuldades com a violência.
As consequências do bullying são
inúmeras, tais como a depressão, angústia, baixa autoestima, estresse, evasão
escolar, atitudes de autoflagelação e suicídio. Para as crianças que sofrem
bullying uma das consequências, poderá ser a de crescer com sentimentos
negativos, especialmente com baixa autoestima, tornando-se adultos com sérios
problemas de relacionamento.
Não podemos esquecer que o educador
pode interagir na prevenção e resolução dos problemas ocasionados na escola.
Observar com atenção o comportamento dos alunos deve ser o primeiro passo,
dentro e fora da sala de aula e perceber se há deficiências individuais no
rendimento escolar. Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às
diferenças é dever de todos, seja através de conversas, aulas dialogadas, além
de temas propostos que possibilitem o incentivo à paz e a tolerância.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Ao propor esta temática do bullying no ambiente escolar levamos em
conta a necessidade e urgência de contextos de discussão no universo
adolescente, enfatizando a cultura de paz,
através de atitudes de respeito e tolerância para uma problemática crescente
que é a violência escolar.
Acreditamos ser possível encontrar
caminhos para ressignificar as relações humanas, tanto no cotidiano escolar
quanto na vida em sociedade.
Defendemos que o papel da escola é
ensinar e criar situações de aprendizagens que promovam o desenvolvimento
individual e coletivo dos educandos para o exercício pleno da cidadania. Para
isso, saber conviver, na escola e fora dela, é fator fundamental para sermos
cidadãos numa sociedade que se pretende justa e democrática.
O
respeito é à base de qualquer tipo de relação humana.
Professores colaboradores: Hugo Arnaud/José Lima/Marcleide
REFERÊNCIAS:
Abrapia — Associação Brasileira de
Proteção à Infância e a Adolescência (2005). Programa de redução do comportamento agressivo entre estudantes.
Disponível em: www.bullying.com.br (Acessado em 13/08/2015)
BARROS, A. (2008) Bullying: é preciso levar à sério o primeiro
sinal. Disponível em; www.diariodeumaprofessorinha.blogspot.com
BEADIN, M. N., TAYLOR, M. Bullying e desrespeito: como acabar com essa
cultura na escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 2008.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
AULA
DE CAMPO
TEMA: CAMINHOS
HISTÓRICOS NA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA
Professor
responsável: José Lima Dias Júnior (História)
Profs.
colaboradores: Antônio Pinheiro Neto (Língua Inglesa) e Luís Vitorino (Ed.
Física)
Unidade de Ensino:
Escola Municipal Genildo Miranda
Data: 30/07/2015
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Memorial da Resistência |
INTRODUÇÃO:
“A Memória, no sentido primeiro
da expressão, é a presença do passado. A memória é uma construção psíquica e
intelectual que acarreta de fato uma representação seletiva do passado, que
nunca é somente aquela do indivíduo, mas de um indivíduo inserido num contexto
familiar, social, nacional”, ressalta Raimundo Nonato Pereira Moreira.
Discutir o tema da construção da
memória é fundamental para a reflexão sobre o ensino da história,
principalmente quando, em sala de aula, trabalhadas questões do cotidiano e do
mundo em que os alunos estão inseridos.
Partindo deste pressuposto, é que
a aula de campo tem como objetivo relatar a importância da memória e da
história, a partir da aplicação dos conceitos de preservação, patrimônio
histórico e cultural vivenciados pelos alunos (6º Ano) no ambiente escolar,
onde o aluno, ao longo da sua escolarização, “vive o processo de integrar sua
vida ao contexto social que o cerca e de ampliar esse contexto para outros
tempos e espaços”, observa Patrícia Ramos Braick.
JUSTIFICATIVA:
A relevância da visitação ao Memorial da Resistência Mossoroense para
complementar as atividades realizadas em sala de aula reside no apoio à
preservação da memória local, bem como, na reflexão sobre a própria história.
Dar organicidade aos registros da história é de fundamental importância para a
edificação do saber histórico. Nessa perspectiva, a memória deve ser entendida
“enquanto objeto de conhecimento”, mas “como uma possibilidade de reflexão
sobre o passado através de sua representação no momento presente” (2003, p.
107).
Problematizando o passado |
A preocupação com a preservação
da memória histórica e do patrimônio cultural é uma afirmação da nossa
identidade étnica e cultural. Nesse sentido, as palavras do historiador Edward
Said são bastante esclarecedoras:
A
invocação do passado constitui uma das estratégias mais comuns nas
interpretações do presente. O que inspira tais apelos não é apenas a
divergência quanto ao que ocorreu no passado e o que teria sido esse passado,
mas também a incerteza se o passado é de fato passado, morto e enterrado, ou se
persiste, mesmo que talvez sob outras formas.
Entendemos por patrimônio o
conjunto de bens culturais de propriedade de todos os cidadãos e com valor
reconhecido para uma região e humanidade. Define-se como bens culturais a
produção dos indivíduos nas diferentes partes do mundo, formando o testemunho
da intervenção humana no ambiente, englobando as mais diversas formas.
(ASSUNÇÃO, 2003, p.23).
Para o aluno, a preservação do
patrimônio histórico e cultural pode ser a oportunidade de um entendimento
distinto do mundo que o cerca, além da possibilidade de criação de laços
íntimos com o espaço, na tentativa de se evitar a depredação de bens e locais
públicos, bem como pensar a importância destes para a paisagem urbana e o
espaço comum de convivência. Portanto, conhecer a história da cidade e seu
processo constitutivo é saber que cada indivíduo faz parte deste processo como
ser ativo.
Pequenos historiadores, novas interpretações. |
OBJETIVOS:
Geral:
- Desenvolver a conscientização do educando em relação à preservação e conservação do patrimônio que cerca a cidade.
Específicos:
- Realizar reflexões acerca da importância do patrimônio histórico e cultural no desenvolvimento da sociedade;
- Efetivar uma prática cotidiana de defesa do patrimônio;
- Mostrar a importância da defesa do patrimônio com tarefa essencial na conquista da cidadania plena;
- Apresentar aos alunos as questões referentes à preservação de seus monumentos e edifícios, considerados componentes do Patrimônio Cultural Edificado dessas cidades.
Dados
sobre o Memorial da Resistência:
O Memorial da Resistência é um museu de exposições que destacam o
tema do Cangaço e a resistência da cidade de Mossoró ao bando de Virgulino
Ferreira da Silva - vulgo Lampião - que tentou invadir a cidade no ano de 1927.
Composto por três andares, que abrigam cinco módulos para destacar diferentes
temas e aspectos do Cangaço, o memorial apresenta exposição de vários painéis.
O módulo um conta à história do movimento e o módulo dois apresenta as biografias dos heróis da resistência
mossoroense, ilustradas com fotografias. O módulo
três, denominado "A Cidade", exibe fotografias que revelam a
evolução da fisionomia arquitetônica de Mossoró. O módulo quatro, chamado "Portal", tem um salão de
exposição, salas de projeção de filmes e consultas virtuais sobre temas relativos
ao Cangaço e café literário. (Wikipédia,
a enciclopédia livre)
METODOLOGIA
DE ENSINO:
- Aulas expositivas;
- Leituras, discussões de textos
e debates em sala.
AVALIAÇÃO:
Para obter um resultado esperado
fiz uso da avaliação somativa. Essa
modalidade, geralmente, é aplicada ao final de cada período de aprendizado,
com o objetivo de medir o conhecimento adquirido
pelo educando. Como
instrumentos de avaliação foi utilizados textos complementares, realização de
leitura compartilhada e da literatura de cordel durante o primeiro semestre a
fim de procurar identificar, aferir,
investigar e analisar o desempenho do aluno, bem como na aplicação
dos conceitos de Tempo histórico (passado/presente), Preservação e Patrimônio
Cultural para compreender a relação entre Memória e História.
RESULTADOS:
Durante a aula de campo
constatou-se que o aluno é motivado a desenvolver e expressar seu pensamento
quando se aprende história em lugares distintos, sendo o museu um desses
espaços. Na referida aula optamos por reflexões que levassem em conta o
contexto das experiências humanas (historicidade) e inserissem o aluno como
sujeito histórico que se vive e se constrói diariamente (história vivida), já
que é colocado em situação que o conduzem a problematizar o passado sem
esvaziar o tempo presente.
ANEXOS:
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O bando de Lampião, em Limoeiro do Norte (CE), após ataque a cidade de Mossoró, em 13 de junho de 1927. |
![]() |
Capela de São Vicente, final dos anos 20, começo dos anos 30, por Francisco Soares de Lima (honoriodemedeiros.blogspot.com.br) |
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Residência do Coronel Rodolpho Fernandes, durante a invasão, vendo-se, ao fundo a Igreja de São Vicente (lampiaoaceso.blogspot.com.br). |
Trincheiras de defesa a cidade de
Mossoró ao Bando de Lampião:
Trincheira da Estação Ferroviária:
Chamada de aTrincheira de Saboinha,
apelido de Vicente Sabóia Filho, o então Diretor da Superintendente da Estrada
de Ferro.
Esta trincheira foi constituída
de civis e militares. Os civis: Francisco Santiago de Freitas; Inácio Bispo;
João Delmiro; José Cordeiro; José Pereira; José Tenório; Lafaiete Tapioca,
engenheiro; Lourenço Menandro da Cruz; Pacífico de Almeida; Raimundo Leão de
Moura, comerciante; Vicente Sabóia Filho. Os militares: os Soldados Clóvis
Marcelo de Araújo e Severino França, e o 3º Sargento Pedro Sílvio de
Morais.
Atualmente, esta estação faz
parte de um conjunto de edificações, tombado e destinado a fins culturais, que
recebe a denominação de Estação de Artes Eliseu Ventania. (Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br)
Trincheira Francisco Marcelino Holanda
A imagem 01 mostra o
local da sexta trincheira de defesa da cidade ao ataque de Lampião,
(1900-1938), à cidade de Mossoró-RN, em 13/06/1927. Esta edificação, até a
presente data, ainda encontra-se erguida, à Praça Rodolfo Fernandes.
Raul Fernandes, na
obra abaixo, assim a descreve: "No sobrado, à Praça Rodolfo
Fernandes, 95, ficaram nove civis armados de rifles, municiados com setenta
balas cada homem. Compuseram a trincheira: Antônio Cordeiro, Basílio
Silva, Estevão de Tal, José Matias da Costa, Manoel Ferreira, Luiz Mendes de Freitas,
Noberto de Souza Rego, Severino de Aquino e Tertuliano Aires Dias, conhecido
por Terto Aires, proprietário de uma fundição na cidade.” (Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br)
Trincheira - Miguel Faustino do Monte & Cia.
A imagem, de
autor desconhecido, mostra o conjunto arquitetônico que sediou a firma Miguel
Faustino do Monte & Cia, Mossoró-RN, em 1915, a qual serviu como a quinta
trincheira de defesa da cidade contra o ataque de Lampião, (1900-1938), em
13/06/1927. Esta firma estava situada à Praça dos Fernandes, que o autor
informa, em 1978, ser a atual Praça Getúlio Vargas, nº 6.
Raul Fernandes, na
obra referenciada, assim descreve esta trincheira: "Miguel
Faustino, o dono da firma, adquiriu uma dúzia de rifles, e no dia 12
de junho, armou dez funcionários e dois trabalhadores, cabendo dez balas a cada
um. Ficaram de vígilia, nos armazéns e, no escritório, os funcionários Antônio
Coelho, Francisco Matos Rolim, Joaquim Gregório da Silva, José Domício do
Couto, José Soares de Góis, José Alencar, João Abel, Miguel Menezes, Moacir
Monte e Raimundo Ramalho. À noite, Vicente Sabóia e Raimundo Leão visitaram
esta trincheira. No dia seguinte, o diretor da firma Antônio Teodoro Soares e a
maioria dos funcionários deixaram a cidade com suas famílias. Na hora do
assalto, a trincheira estava praticamente abandonada, sem comando, entregue a
meia dúzia de trabalhadores. (..) Durante a noite, um trabalhador ficou de
vigia em cima da caixa d"água, atrás do escritório da firma, imitando o canto
do galo, avisaria da aproximação dos cangaceiros. Ganhou a alcunha de Zé
do Galo, para o resto da vida." (Fonte:
http://telescope.blog.uol.com.br)
Trincheira
Tertuliano, Fernandes & Cia.
A quarta trincheira
de defesa da cidade de Mossoró, em 1927, foi montada nos armazéns da firma
Tertuliano, Fernandes & Cia, imagem 01, que Raul Fernandes, na obra abaixo,
assim a descreve:
"Os dez armazéns
conjugados da firma ocupavam o lado norte da praça Felipe Guerra. A fim de protegê-los,
colocaram no sobrado, 160, a leste da praça, seis trabalhadores com cinquenta
balas cada um - João Manoel Filho, Antônio Juvenal, João Ferreira da Silva,
Luiz Chico, José Manoel e Francisco Canuto. A segunda trincheira fora
organizada no sobrado, dormitório dos empregados, na esquina da rua Cel. Gurgel
com a Frei Miguelinho. Formada por Manoel Sabino Lima, Francisco Campos
Nogueira, Sérgio Queiroz, Francisco Porto, Pedro Maia e Monte Belo. Pouco antes
do assalto, chegaram uns comboeiros com rifles, e dez balas cada um. Outra
parte do pessoal de Tertuliano foi para a trincheira de Rodolfo."
Trincheira Alfredo Fernandes & Cia.
A terceira trincheira
do Prefeito Rodolfo Fernandes para defesa do assalto à cidade de Mossoró, em
1927. Defesa esta que foi montada na empresa deAlfredo Fernandesque Raul Fernandes assim a descreve:
"o prédio
assobradado do escritório ficava naAv. Cunha da Mota, 27. No primeiro andar, dormitório dos empregados
da firma, cinco homens armados vigiavam. Os grandes armazéns estendiam-se
à rua Coronel Gurgel, 475 e 487. O conjunto
limitava-se com a rua Felipe Camarão. Colocaram também dez homens armados de rifles e fuzis, sob o comando
de Francisco Alves Cabral." (Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br)
Trincheira Capela de São Vicente de
Paulo
O Prefeito Rodolfo
Fernandes (1872-1927), na elaboração da estratégia da Trincheira
I,- defesa ao ataque de Lampião
(1900-1938), a Mossoró-RN, em 1927, verificou que a lateral sul do
palacete (casa 1, da imagem 02) estava fragilizada, pois, a pequena defesa
da casa 2, imagem 2, havia sido abandonada.
Para tentar minimizar
esta vulnerabilidade naquele lado da edificação, montou a segunda
trincheira, no campanário da Capela de São Vicente de Paulo, imagem 01. Esta
foi a igreja que o bandido Lampião a denominou por "igreja da bunda
redonda". (Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br)
O Prefeito Rodolfo
colocou as seguintes pessoas no campanário: Manoel Alves de Souza, Léo Teófilo
e Manoel Felix. Daquele ponto, informariam sobre o movimento dos bandidos, e
poderiam atirar em quem tentasse transpor os muros.
Contudo, o autor em
referência, Raul Fernandes, frisou que do campanário da capela, número 3 e da
imagem 2, somente podiam atirar para cima das casas e em alvos distantes. A
espessura da parede e a larga cornija circundante impediam onde se desferia a
luta. Mas, foi desta torre que Manoel Alves conseguiu avisar aos homens que
estavam no telhado da trincheira principal da presença do bandido Jararaca,
em pleno meio da avenida, o qual foi abatido por Manuel Duarte, posicionado na
platibanda dá casa !. (Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br)
Bilhete de Lampião ao prefeito de Mossoró, Rodolpho Fernandes, exigindo pagamento para não atacar a cidade. |
![]() |
Posicionamento das tropas de Lampião, em vermelho, e da resistência de Mossoró, em amarelo (1 - Capela de São Vicente; 2 - Casa do Prefeito) |
Fontes: FERNANDES,
Raul. (1908-1998). A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró.
7a. edição, Coleção Mossoroense, Volume 1550, Fundação
Vingt-un Rosado, outubro de 2009;
Fonte
do Arquivo Fotográfio P&B - Azougue.
Sites sobre o Cangaço:
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
ASSUNÇÃO, Paulo de. Patrimônio. São Paulo: Loyola, 2003.
BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. 8ª
ed.São Paulo: Contexto, 2003. (Coleção Repensando o Ensino)
BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar história: das origens do homem à
era digital. São Paulo: Moderna, 2011.
LE GOFF, Jacques. História e memória. 4. ed. Campinas:
Unicamp, 1996.
MOREIRA,
Raimundo Nonato Pereira. História e
memória: algumas observações. Disponível em: http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Hist%C3%B3ria-e-Mem%C3%B3ria.pdf Acessado em: 02 de ago. 2015.
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