quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Como funciona o relógio de pulso?

Por volta de 1907 ou 1908, Santos-Dumont disse a Louis Cartier, um fabricante de relógio da época, que sentia necessidade de medir o tempo de vôo, em suas aeronaves, sem precisar tirar as mãos dos comandos. Cartier mandou fazer, então, um relógio preso ao pulso para o aviador usar. O “modelo Santos” passou a ser vendido em 1911. Por ser usado por uma personalidade do porte de Santos-Dumont, fez enorme sucesso. Virou moda.

Atualmente, o que não faltam são relógios de pulso à venda. Mas como eles conseguem marcar o tempo? Um relógio precisa basicamente de três coisas para funcionar: de energia, de um mecanismo para medir a passagem do tempo e de uma forma de mostrar que horas são. Assim, podemos dizer que há dois tipos de relógio de pulso hoje: os mecânicos e os eletrônicos.

Os primeiros relógios mecânicos foram inventados em meados do século 19. O mecanismo deles era – e ainda é – cheio de engrenagens, parafusos, molas etc. Quem marca o tempo nesses acessórios é uma roda, que oscila de um lado para o outro. Por isso, para fazer esses relógios funcionar, é preciso dar corda neles. Afinal, se a roda oscilasse sozinha, ia acabar parando. Ao darmos corda no relógio, porém, enrolamos uma mola, feita de metal fino, que impulsiona a roda, permitindo que ela continue oscilando e marcando o tempo.

O relógio de pulso a corda fez sucesso até a década de 1920, quando se criou o modelo automático, que não precisava receber corda manualmente, pois isso era feito pelo rotor, uma peça que girava quando o usuário movia o braço. Embora tenham atingido seu auge nos anos 1970, os automáticos – como os relógios a corda – ainda são vendidos hoje. Mas param de funcionar após dois dias sem uso, o que não ocorre com o relógio a quartzo, o mais vendido hoje.

Esse relógio só pára quando acaba a bateria, que pode ser substituída. Ele também não mede o tempo como os relógios automáticos ou de corda. Nesse modelo, que passou a ser fabricado em larga escala no final da década de 1960, o tempo é medido pela “vibração” de cristais de quartzo e não pelo movimento de uma roda, o que o torna mais preciso.

Por ter muitos componentes eletrônicos, o relógio a quartzo é um relógio... eletrônico! Nas últimas décadas, os relógios eletrônicos digitais se tornaram populares. Neles, uma tela – de cristal líquido – mostra as horas por meio de números, substituindo os ponteiros dos relógios mecânicos. O seu mecanismo emprega ainda um chip , como os dos computadores, o que dá a eles várias funções: alarmes, agenda, banco de dados, calculadora etc. Há também modelos que são meio analógicos (com ponteiros e a quartzo) e meio digitais (com telas de cristal líquido).

No tempo de Santos-Dumont, relógios eram caros, vendidos em joalherias ou relojoarias e feitos para durar décadas. Hoje, são mais baratos e estão à venda até em barracas de camelô. Ruim? Veja pelo lado bom: hoje qualquer um pode ter um relógio! E o seu? De que tipo é?

Extraído da revista Ciência Hoje das Crianças

Um comentário:

  1. A curiosidade é algo inerente ao ser humano. Desde a Pré-história até os dias atuais, as pessoas são curiosas em saber como funciona os objetos, como são produzidos etc. Existe um site voltado para a curiosidade que é História das Coisas - Versão Brasileira (www.sununga.com.br)

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