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domingo, 14 de agosto de 2011

Literatura de Cordel


Literatura de cordel ou cartilha com rima

A literatura de cordel surgiu na metade do século 19, no Nordeste, para relatar ao sertanejo iletrado os mitos da cultura local e de fora, de forma épica, cantante e fácil de decorar por quem não sabia ler. Os poemas eram publicados em folhetos e, normalmente, ilustrados com xilogravura. Os cordelistas recitavam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também faziam leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

A literatura de cordel nordestina é uma manifestação da cultura popular tradicional, também chamada de folheto ou romance. Nascida no interior do nordeste, espalhou-se por todo o país, pelo processo migratório do sertanejo-nordestino. De conteúdo muito diverso, essa literatura oral que abrange inúmeras modalidades, comemorou cem anos no Brasil. O folheto é a forma tradicional de impressão. As capas, geralmente são feitas em xilogravura.

É uma difícil tarefa classificar os temas do cordel, devida à grande quantidade e variedade de assuntos abordados pelos poetas populares. Os temas envolvem histórias fantásticas, fatos jornalísticos, etc. Praticamente qualquer assunto pode virar versos nas mãos de um poeta habilidoso.

O cordel só toma vida quando dito. E que seja sempre bem dito. Falado, cantado ou interpretado, não importa. Diga um verso de cordel e comprove. É impossível ler um cordel em “voz baixa”. Solte a voz, a emoção e o corpo. A literatura de cordel foi muito vendida em feiras do interior do nordeste. Claro que o poeta deveria utilizar de muita expressão e energia para fazer com que sua história ficasse muito interessante para convencer seu público a comprar seu folheto. 
 

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Projeto Folclore - 6º ao 9º ano - Cordel

O MUNDO ATUAL

Ingrid, Ionara e Angélica 9º ano

Tudo virou problema

No nosso mundo atual

Vemos a violência

E isso me faz muito mal.

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Precisamos de ajuda todo dia

Para a nossa alegria

Pois o que mais deveria

Era termos cidadania.

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Deus divino e poderoso

Ajudai-me diariamente

Sofro sem me maldizer

Mas mesmo assim sou contente.

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Nós não fazemos nada

E achamos isso natural

Temos crianças no mundo

Vivendo como animal.

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Deus consinta em escrever

tudo sempre em poesia

perto das flores cheirosas

de pétalas lindas e sadias.

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se não existe Deus

era tudo escuridão

são tão lindos e serenos

as margens do meu sertão.

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E pra fechar com chave de ouro

Fechamos essa rima que é um tesouro

Mas pra você entender essa historia do jeito que aconteceu

É preciso prestar atenção em tudo aquilo que você leu.