domingo, 27 de março de 2011

Algumas considerações sobre a Globalização


Nos últimos quinze anos, a aeconomia mundial passou por grandes transformações. A Guerra Fria acabou e o capitalismo expandiu-se para países do antigo bloco socialista. Ao mesmo tempo, a maioria das nações abriu suas economias, o que estimulou a entrada de investimentos externos e o aumento das exportações.
Organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, além de governos liberais e empresas multinacionais, difundiram a idéia de que a abertura econômica e a redução do papel do Estado nas economias, por meio das privatizações, era o caminho para o desenvolvimento de todas as nações.
Início das Mudanças
O termo “globalização” passou a ser utilizado para descrever essa realidade de crescente interdependência entre governos, empresas, movimentos sociais e individuais. Entretanto, o fenômeno não é tão recente assim.
Diferentes ciclos de globalização sucederan-se no mundo, desde a Antiguidade. Entre os séculos XV e XVII, houve uma radical mudança de escala. As grandes navegações, a colonização de novas terras, o estabelecimento de rotas comerciais planetárias e a intensa acumulação de capitais preparam o terreno para o surgimento de uma economia capitalista mundial. A Revolução Industrial, no fim do século XVIII, a expansão das áreas industrializadas e das comunicações, no século XX, definiram novas etapas desse mesmo processo.
Hoje, a economia ficou muito mais integrada. Cadeias de produção e fluxos de capital e mercadorias interligam nações distantes. O processo foi estimulado por novas tecnologias de informática e telecomunicações. Os capitais podem fluir imediatamente de um ponto a outro do planeta, em busca de taxas de remuneração mais atrativas. Com isso, os países também se tornaram reféns da conjutura mundial. Uma alteração de juros nos Estados Unidos (EUA) ou um aumento nos preços do petróleo passaram a repercutir quase instantaneamente no resto do mundo.
Se a globalização envolve uma interdependência real entre economias e sociedades, ela também acenou com perpectivas que não se concretizaram. Imaginou-se um mundo plenamente integrado e sem fronteiras, no qual o próprio conceito de nação seria abolido. Para isso, os países deveriam eleiminar entraves aos capitais e produtos externos. Novas tecnologias e métodos gerenciais promoveriam, por si sós, o aumento geral da produtividade, o bem –estar dos indivíduos e a redução das disparidades entre os países.
Desigualdades
Ao contrário disso, os países industrilizados continuaram prosperando mais que as nações em desenvolvimento. Se em 1990 a renda média dos 20% mais ricos da economia mundial era 60 vezes maior do que a dos 20% mais pobres, em 1999 ela passou a corresponder a 74 vezes. Um dos motivos do agravamento dessas diferenças é a política protencionista praticada pelas nações desenvolvidas, que concedem subsídios para a indústria e a agricultura e dificultam a entrada de mrcadorias vindas de outros países. Com isso, os países em desenvolvimento para os quais os produtos agrícolas têm grande importância na balança comercial, enfrentam dificuldade em exportar. Só em 2002, os agricultres dos países ricos receberam subsidios de 350 bilhões de dólares. Essa injeção de dinheiro na produção derruba o preço final das mercadorias. Assim, não há concorrência que sobreviva. Uma das consequencias é que quase dois terços das vendas mundiais continuam sendo praticadas pelas nações desenvolvidas.

sábado, 26 de março de 2011

Professores do ensino básico público terão bolsas de mestrado pela Capes

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (21/3) a criação de bolsas de mestrado à distância para professores da educação básica por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A condição para aquisição do benefício será a permanência de, no mínimo, cinco anos na rede pública de ensino. O anúncio foi feito na cerimônia de outorga da Ordem Nacional do Mérito a 11 educadoras brasileiras, no Palácio do Planalto.
O ministro informou que os cursos deverão ser nas áreas de disciplinas aplicadas na educação, como matemática e biologia, por exemplo, e que além de garantir a melhoria da educação por meio do aperfeiçoamento dos professores, a medida visa incentivar o aumento da oferta dos cursos de mestrado para educadores. Haddad disse que a intenção é que as universidades reajam à provocação feita pelo MEC e ofereçam mais cursos.
“Queremos garantir o prosseguimento do estudo do professor, agora com mais que uma especialização. Seguindo a experiência dos países desenvolvidos do ponto de vista educacional, nós vamos estender as bolsas de mestrado para os profissionais da escola pública que tenham interesse neste diploma ”, explicou o ministro.
A cada mês de março, o benefício será liberado e terá vigência máxima de 24 meses. Existe, também, a possibilidade de concessão de bolsas para mestrados presenciais, desde que em cursos aprovados pela Capes e consideradas algumas situações de interesse específico do Estado. O não cumprimento do compromisso de cinco anos de exercício em escola pública, após o curso de mestrado a distância, implicará a devolução dos recursos.
Fernando Haddad frisou, ainda, que será permitido aos professores acumular o salário e o valor da bolsa, uma vez que o mestrado não exigirá dedicação exclusiva. A medida faz parte de um conjunto de ações para elevar a qualidade da educação básica, definida pelo MEC como “área excepcionalmente priorizada”. A portaria que normatiza a concessão dessas bolsas será publicado no Diário Oficial da União de amanhã (22/3).
Obama no Brasil – Durante entrevista coletiva, o ministro da Educação afirmou que, em conversa com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que esteve em Brasília no último sábado (19/3), surgiu a proposta de ampliar o intercâmbio de estudantes e docentes entre Brasil e EUA. A meta “para ser alcançada em alguns anos”, informou Haddad, é atingir a marca de 100 mil intercambistas.

fonte: Blog do Planalto

quarta-feira, 16 de março de 2011

Dengue sai pra lá!

Cuidado com a dengue
não podemos vacilar
pneus velhos e garrafas secas
encostadas com água parada
nem pensar.

Se você ama sua vida então
vamos lutar e com o mosquito
da dengue acabar
em qualquer tiquinho de água
ele pode procriar.

Se a gente vacilar a morte ela
pode nos levar
então lá vai algumas dicas como
a dengue não pegar

Encha pratinhos de plantas com
bastante areia
derrame água de pneus velhos
garrafas com boca para baixo
caixas de águas bem tampadas.

Não podemos esquecer nessa luta
temos que vencer.

Aluna: Maria do Céu Leopoldo Nascimento      Turma:  9º Ano "A"

Atividade realizada na disciplina de Língua Portuguesa, ministrada pela Professora Jeane Mendes Pinheiro.

domingo, 6 de março de 2011

CARNAVAL - um pouco de História.

A história do carnaval começa no princípio da nossa civilização, na origem dos rituais, nas celebrações da fertilidade e da colheita nas primeiras lavouras, às margens do Nilo, há seis mil anos atrás.Os primeiros agricultores exerciam a capacidade humana, que já nas nas cavernas se distingiuia em volta da fogueira, da dança, da música, da celebração...

Foram na intenção da Deusa Isis, no Egito Antigo, as primeiras celebrações carnavalescas.Com a evolução da sociedade grega evoluiram os rituais, acrescidos da bebida e do sexo, nos cultos ao Deus Dionisus com as celebrações dionisíacas.

Na Roma Antiga bacanais, saturnais e lupercais festejavam os Deuses Baco, Saturno e Pã. A Sociedade Clássica acrescenta ainda uma função política de distenção social às celebrações, tolerando o espírito satírico, a crítica aos governos e governantes nos festejos.

A civilização judaico cristã fundamentada na abstinência, na culpa, no pecado, no castigo, na penitência e na redenção renega e condena o carnaval e muito embora seus principais representantes fossem contrários à sua realização, no séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a sua evolução imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras quando permitiu que em frente ao seu palácio, na Via Lata, se realizasse o carnaval romano. Como a Igreja proibira as manifestações sexuais no festejo, novas manifestações adquiriram forma: corridas, desfiles, fantasias, deboche e morbidez. Estava reduzido o carnaval à celebração ordeira, de carater artístico, com bailes e desfiles alegóricos. 

Depois do Egito, o primeiro, do segundo em Grécia e Roma Antigas e do terceiro, no Renascimento Europeu, particularmente em Veneza, o Carnaval encontra no Rio de Janeiro o seu quarto centro de excelência resgatando o espírito de Baco e Dionisus em tese de Hiram Araújo, estudioso do carnaval e do samba, ao contar uma história que completa seu sexto milênio e que acompanha a própria história da humanidade, a história do carnaval, considerando os seus Centros de Excelência,  dividida em quatro períodos: o Originário, (4.000 anos  a.C. ao século VII a.C.), o Pagão, (do século VII a.C. ao século VI d.C.), o Cristão ( do século VI d.C. ao século XVIII d.C.) e o Contemporâneo (do século XVIII d.C. ao século XX). 

Para saber mais, clique no título.
Fonte: http://artes.com/carnaval/historia.html

terça-feira, 1 de março de 2011

Nova doença transmitida pelo mosquito da dengue chega ao Brasil

Três brasileiros foram diagnosticados com uma nova doença vinda do Sudeste Asiático e que é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue: a chikungunya. Esta é a primeira vez que a presença da chikungunya é confirmada no país.

O primeiro caso confirmado, em 25 de agosto, foi de um surfista do Rio de Janeiro, de 41 anos, que esteve na Indonésia.

O segundo caso, um homem de São Paulo, com 55 anos, que também esteve na Indonésia, foi diagnosticado em 29 de setembro. O terceiro caso, confirmado dia 3 de dezembro, é de uma mulher. Ela tem 25 anos, mora em São Paulo e viajou para a Índia.

Eles entraram no Brasil infectados pelo vírus. A doença é transmitida também pelo Aedes albopictus, o mosquito transmissor da febre amarela.

O professor Pedro Tauil, do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília, integra equipe do Ministério da Saúde que investiga a entrada do vírus no Brasil. Em entrevista à agência de notícias da UNB (Universidade de Brasília), ele explica como se contrai, os sintomas, tratamento e seu poder de letalidade.

Segundo ele, os sintomas são parecidos, mas não os mesmos da dengue. Se resumem a febre de 39 graus, dores pelo corpo e, principalmente, dores articulares, que são prolongadas. Pode ser grave, mas são bem mais raros que nos casos de dengue. Apesar de não ser tão letal quanto à dengue, a pessoa precisa tomar analgésicos, e até corticoides para aliviar as dores.

A doença leva ao menos sete dias para se manifestar. Se a pessoa infectada for picada por um outro mosquito, esse mosquito se infecta e passa para outros, de 7 a 10 dias. Isso acontece para a dengue e a chikungunya, explica Tauil.

No entanto, para o pesquisador a aparição da doença no país não é motivo de pânico, pois ela tende a ser mais leve do que a dengue. O ideal é acabar com focos de proliferação do mosquito.

- Agora, não é o momento para se criar pânico, primeiro porque é uma doença aparentemente mais benigna que dengue.

Casos importados já chegaram e provavelmente vão chegar outros, enquanto ninguém tem pretensões de acabar com o Aedes aegytpi e o Aedes albopictus. O mais importante para prevenir é evitar o mosquito.

Fonte: Portal R7 Notícias.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Manifestações Populares no Oriente Médio

Manifestação em Tripoli contra o governo de Muammar Kadafi

Protestos pacíficos contra os regimes autocráticos se espalham por quase todo o Oriente Médio (Bahrein, Líbia, Iêmen, entre outros). A onda extraordinária popular em busca de libertação (liberdade de expressão, de pensamento, fazer parte das decisões políticas, possibilidade de moradia, saúde, emprego e dignidade) parece mais uma "tsunami" social.

Autocracia literalmente significa a partir dos radicais gregos autos (por si próprio), kratos (poder), poder por si próprio. É uma forma de governo na qual um único homem detém o poder supremo. Ele tem controle absoluto em todos os níveis de governo, sem o consentimento dos governados. O sentido do termo tem uma denotação histórica concreta e política que convergem em muitos pontos (Wikipédia).

Muammar Kadafi

Em contrapartida, os regimes autocráticos responde com violência as manifestações populares. O governo do ditador Muammar al-Kadafi, há mais de 40 anos no poder, inibe a população com o corte drástico ao acesso a comunicação com o  mundo externo, via internet, linhas telefônicas e redes sociais. Tudo isso, em nome do poder absoluto, onde todos devem obedecer suas ordens sem questionar. 

"Queremos liberdade", diz o cartaz

Diante das perseguições e atos violentos, os manifestantes não se intimidam. É por meio da comunicação via satélite, que as pessoas expõe a violência descarada, insolente do regime ditatorial. Todos os meios repressivos são utilizados pelo governo de Kadafi, desde o uso da Força Aérea (empregada para bombardear setores da capital Tripoli) até o assassinato de civis. "Os aviões de guerra e os helicópteros estão bombardeando indiscriminadamente um setor após outro. Há muitos mortos", disse um das testemunhas citados pela televisão "Al Jazeera".

É necessário, urgente, que a ONU, através de seus membros, impeçam que "os momentos de violência se transformem em tragédia". Que se proiba a censura, que o povo não seja impedido de se organizar publicamente para reivindicar seus direitos e comunicar ao mundo os atos insanos dos governos nos quais estão submetidos.


P. S.: Esse texto foi produzido após alguns questionamentos com os alunos do 9º "A" e 9º "B" sobre a temática Introdução ao estudo do Século XX e início do Século XXI.

Por Lima Júnior

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

VOCÊ SABIA?

Photograph
Pterodáctilo

Este esqueleto fossilizado mostra que os pterodáctilos deviam ter a aparência de …
age fotostock/SuperStock

O pterodáctilo era um réptil voador do período da Pré-História. Ele viveu entre 145 milhões e 65,5 milhões de anos atrás, na mesma época que os dinossauros. Restos de pterodáctilos foram encontrados em todo o mundo.

Pelo que os cientistas sabem, os pterodáctilos foram os maiores animais voadores que já existiram. Alguns pterodáctilos tinham mais de 11 metros de envergadura (medida de uma ponta a outra das asas abertas). Já os menores eram tão pequenos quanto um papagaio.

As patas de trás de um pterodáctilo eram compridas e finas como as dos pássaros. Os pterodáctilos também tinham bicos longos. Mas, ao contrário dos pássaros, não tinham penas. Suas asas eram feitas de pele, como as dos morcegos. Provavelmente, os pterodáctilos não voavam batendo as asas o tempo todo. Em vez disso, deviam deslizar nas correntes de ar.

Os pterodáctilos eram carnívoros. Muitos tinham garras e dentes afiados, que usavam para agarrar suas presas. Os que viviam perto da água alimentavam-se, em geral, de peixes. Os que viviam longe da água comiam pequenos animais.

Despedida do TREMA

 

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!....
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. O dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra... E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nos vemos nos livros antigos. saio da língua para entrar na história.

Adeus,
Trema.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estado, Território, Nação e Poderes da República

Estado: Conjunto de leis que regulamenta a vida em sociedade. Cada estado possui suas normas e atua de forma independente, resguradando as peculiaridades de cada espaço.

Território:Porção do espaço que é delimitada, onde se constituem relações de poder, estando sob a tutela do Estado.

Nação: Conjunto de habitantes que vivem num território, nele estabelecendo vínculos, estando subordinados ao Estado.

Poder Executivo: Aquele que executa as léis, os projetos. É respresentado pelos Prefeitos, Governadores e Presidente.

Poder Legislativo: Aquele que cria as léis e fiscaliza as ações do Poder Executivo. É respresentado pelos Vereadores, Deputados Estaduais, Federais e Senadores.

Poder Judiciário: Aquele que tem a função de resguardar a lei e julgar aqueles que a descumpre. É representado pelos Juízes, Desembargadores, Promotores.

Ao ser discutido a temática acima nas turmas de 9° anos da escola foi realizada uma atividade prática onde os alunos se dividiram em grupos e cada qual elaborou propostas de lei para serem aplicadas a escola, as comunidades locais e até ao município. Dentre elas podemos destacar:

- Capacitação para os funcionários de cada escola;
- Uniformização da vestimenta escolar;
- Cursos preparatórios para os alunos em áreas diversas;
- Defesa a maus tratos com alunos, professores e funcionários;
- Pagamento pelo dano causado ao ambiente escolar como pixações, destruição de materais como cadeiras, mesas, lâmpadas, janelas, etc;
- Aula de dança. música e teatro para os alunos;
- Identificação de cada estudante através de carteirinha;
- Implantação do Programa Mais Educação;

Fonte: Projeto Araribá - 9° ANO - Editora Scipione.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Livros custam R$ 87 mi por ano

O MEC repõe 16% das obras didáticas distribuídas a alunos das escolas públicas todos os anos

Brasília. Todos os anos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelos programas do livro didático, precisa repor em torno de 16% das publicações compradas para serem distribuídas a alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas do País.

A coordenadora do FNDE conta que algumas escolas escolhem um dia na primeira semana para encapar os livros junto com os alunos ou promovem gincanas no fim do ano premiando as turmas que tiveram o maior número de exemplares devolvidos. Os índices mais altos de má conservação, segundo o FNDE, são dos estados do Norte e Nordeste: 20% das obras precisam ser respostas anualmente. No Sul, esse patamar é de 10% e no Sudeste e Centro-Oeste, de 15%.

De acordo com a coordenadora-geral dos Programas do Livro, Sonia Schwartz, o índice está dentro do esperado e nunca será "zerado". Ainda assim, representa um gasto anual de R$ 87 milhões.

Os livros comprados pelo MEC e distribuídos às escolas públicas têm durabilidade prevista de três anos. A exceção são os exemplares destinados aos alunos do 1° ano do ensino fundamental para alfabetização, que são "consumíveis". "A reposição é natural. Sempre tem um livro que é extraviado, ou que molha, estraga ou o aluno perde", aponta Sonia. Ainda assim, ela alerta que as escolas precisam orientar os alunos para o bom uso do material - e dos recursos públicos.

O início das atividades escolares é um período propício para que a escola trabalhe com os alunos a importância de conservar bem as obras. Uma das estratégias adotadas é pedir aos pais que assinem um termo de compromisso quando o livro que é entregue no início do ano. Sonia diz que não há previsão de multa ou outra penalidade caso o material não seja devolvido ao fim do período letivo, mas ressalta que é importante a escola ter esse tipo de controle.

O procedimento é adotado pela Escola Classe da 206 Sul, em Brasília. Segundo a professora Erika Dinato, em geral os alunos "cuidam muito bem" do material. "Minha mãe encapa os livros todo ano. A professora fala sempre para não riscar e ele fica aqui na escola, na estante. A gente só leva para casa quando tem dever", conta Suelen Kriebel, aluna do 4° ano do ensino fundamental.

Sônia Guedes, também professora da escola, conta que um argumento forte para convencer os alunos a conservarem os livros é que no ano seguinte ele será utilizado por um colega. "A gente diz que no ano seguinte o livro vai de um irmão mais novo. A maioria tem irmão na escola e quando é ele quem vai usar no ano que vem os alunos têm o maior cuidado", afirma.

Fonte: Diário do Nordeste - Ediçao do dia 14/02/2011.